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|| Conceitos

Parques Tecnológicos - segundo definição da International Association of Science Parks - IASP - Parques Tecnológicos são empreendimentos criados e geridos com o objetivo permanente de promover pesquisa e inovação tecnológica, estimular a cooperação entre instituições de pesquisa, universidades e empresas e dar suporte ao desenvolvimento de atividades empresariais intensivas em conhecimento, implantadas na forma de projetos urbanos e imobiliários que delimitam áreas especificas para localização de empresas, instituições de pesquisa e serviços de apoio.

A "missão" dos Parques Tecnológicos é criar um ambiente de alta qualidade para as atividades de Pesquisa e Desenvolvimento - P&D, mas também para trabalho e lazer, capaz de atrair empresas de alta tecnologia, introduzir tecnologias avançadas e ser uma base para novas indústrias de base tecnológica.

Parques Tecnológicos estimulam e administram o fluxo de conhecimento e tecnologia entre universidades, instituições de P&D, empresas e mercados; facilitam a criação e crescimento das empresas baseadas em inovação através de processos de incubação e "spin-off"; provêm outros serviços de valor agregado junto com espaços qualificados.

|| Experiência Internacional

A International Association of Science Parks - IASP conta hoje com mais de 250 associados, envolvendo instituições dos mais variados tipos, entre as quais alguns grandes parques tecnológicos, tanto em países desenvolvidos, quanto em desenvolvimento. Entre os casos de sucesso e que servem de exemplo para São Paulo e Brasil, se encontram Bangalore, na Índia, os Parques de Shangai, na China, e o Hsinchu Science Park em Taiwan.

Em todos esses casos, essas iniciativas são um esforço conjunto de governos centrais, governos locais e setor privado, para criar alternativas de atrair e desenvolver atividades de alto valor agregado, aproximar universidades e empresas e estimular o surgimento de novas empresas de base tecnológica.

Essas experiências internacionais revelam que são fatores críticos ao sucesso dos parques questões como:

• comprometimento dos governos municipal, estadual e federal, do setor empresarial, das universidades e dos institutos de pesquisa;
• perspectiva de que a implantação de Parques insere-se no âmbito de programas e ações estratégicas de desenvolvimento regional e local;
• necessidade de definição de segmentos tecnológicos em que os Parques podem atuar e ser competitivos;

|| As Iniciativas de São Paulo: Foco no PPA 2004 a 2007

O PPA do Governo do Estado de São Paulo se propõe a implantar parques tecnológicos em São Paulo como instrumento e lócus para atração de empresas de base tecnológica, apoio ao surgimento de empresas inovadoras, articulação entre instituições de pesquisa e tecnologia e empresas e de irradiação de inovação nas áreas de influência dos parques.

O grande objetivo é criar condições para o desenvolvimento da inovação em São Paulo, ampliando a interação entre universidades, institutos de pesquisa, o setor privado e órgãos públicos. Com isso, São Paulo se propõe a tirar proveito dos elevados investimentos que fez e continua fazendo no setor de ensino superior e pesquisa, através de suas universidades estaduais, seus institutos de pesquisas e da FAPESP.

Busca-se assegurar o desenvolvimento da indústria intensiva em conhecimento em São Paulo, criando um ambiente favorável ao surgimento de novas empresas de base tecnológica. Ao mesmo tempo, o Estado se propõe a ampliar a geração e a difusão do conhecimento, bem como, fomentar a capacitação tecnológica em setores chaves para o desenvolvimento nacional.

Em última instância, o objetivo é transformar em riqueza e novos empregos, os investimentos já realizados e que continuam sendo realizados pelo Estado de São Paulo nos seus institutos e universidades.

|| Os Parques Tecnológicos do Estado de São Paulo: São Paulo, Campinas, São Carlos e São José dos Campos

A SD/SP está buscando reunir apoio do setor privado e de órgãos do Governo Federal para apoiar a implantação de cinco parques tecnológicos: Campinas, São José dos Campos, São Carlos, Grande São Paulo e Ribeirão Preto.

A SD/SP firmou convênio com a FAPESP para criar uma equipe de apoio à implantação destes Parques Tecnológicos (equipe executiva do Projeto Sistema de Parques). Por meio da FAPESP, o Governo do Estado de São Paulo está auxiliando as equipes locais na seleção das áreas, coordenação dos estudos de viabilidade técnica e econômica, mobilização dos atores envolvidos, modelagem financeira e institucional, contratação e supervisão dos serviços técnicos e apoio às instituições líderes de cada empreendimento. Além do apoio às equipes locais e estudos necessários, o orçamento de 2006 prevê recursos para investimento diretos do Governo Estadual de R$ 9 milhões.1

Esses empreendimentos fogem à capacidade de investimento isolado do setor público e precisam ser constituídos em parcerias com o setor privado, para assegurar sua sustentabilidade econômico-financeira. Para garantir esta viabilidade, os Parques têm sido concebidos como empreendimentos âncoras de grandes projetos imobiliários com previsão de áreas para atividades tecnológicas, mas também residências e serviços. É a mescla de usos que viabiliza o interesse privado e os necessários investimentos na infra-estrutura dos Parques Tecnológicos.

Os impactos sociais e econômicos estimados são de tal ordem que irão mudar de forma radical a fisionomia do Estado de São Paulo. Pode-se imaginar o significado de parques tecnológicos desse porte na Grande São Paulo, Campinas, São José dos Campos, São Carlos e Ribeirão Preto. Essa é uma agenda de futuro, capaz de gerar novos espaços de investimento e representará uma marca inconteste da ação governamental. Um paralelo interessante e muito importante para ao Brasil foi a constituição do CTA e do ITA em São Jose dos Campos mais de 50 anos atrás: seus resultados ultrapassaram em muito o que se imaginava naquele momento.

1 Neste momento, a SD (através da equipe da FAPESP que coordena o projeto) está negociando com as Prefeituras Municipais e principais empreendedores a alocação destes recursos para a concretização dos três primeiros parques (Campinas, São Carlos e São Jose dos Campos).

· Projeto de Lei Complementar 04/2006 - Lei de Inovação para o Estado de SP
· Decreto que institui o Sistema Paulista de Parques Tecnológicos



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