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Workshop sobre Indústria do Cimento



20/02/2008

Aconteceu nesta quarta-feira (20/02), na FIESP, o workshop “Indústria do Cimento”, parte do Seminário “Uma agenda de competitividade para a Indústria Paulista”, organizado pela Secretária de Desenvolvimento. O prof. Marcelo Pinho, pesquisador vinculado ao Departamento de Engenharia de Produção da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), apresentou o resultado de seu trabalho de análise sobre a Indústria do Cimento paulista. Para tanto, procurou contextualizar o estudo, explicando características da indústria do cimento em nível internacional. “A produção mundial cresceu 5,1% entre 1990 e 2006”, disse o pesquisador, “a produção chinesa, por outro lado, passou de 18% para 50% da produção mundial no mesmo período”.

Ele explicou que o comércio internacional do cimento é relativamente limitado, apesar da internacionalização do setor ter se amplificado a partir dos anos 90. “Transações internacionais concentram-se em mercados regionais, com fluxos em países próximos e áreas fronteiriças”, avaliou, “no Brasil, o aumento da produção foi mais modesto do que em escala internacional, ainda que em ritmo mais acelerado do que nos países não asiáticos”.

Entre as medidas e considerações que o pesquisador apresentou para o desenvolvimento competitivo da indústria do cimento paulista, foi citado o esforço para preservar a atual margem de auto-suprimento do Estado de São Paulo, que ficou em torno de 60% nos últimos anos, em vista da ampliação do consumo. Além disso, o prof. Marcelo Pinho frisou a importância de favorecer o crescimento da construção civil, o que contribui para garantir o desenvolvimento sustentável do setor, agregando valor a toda a escala produtiva.

Ao concluir, ele abordou a necessidade de melhorar a malha ferroviária em nível nacional, garantir o fornecimento de energia ao setor, que é marcadamente eletro-intensivo, e aumentar a difusão do co-processamento de resíduos, tendo em vista os benefícios ambientais que podem ser obtidos com esse processo, que concernem toda a sociedade. “É possível aumentar as exportações, hoje bem limitadas, sem pressionar a produção total. Mesmo duplicando as exportações, isso não tocaria o teto da capacidade de produção”, concluiu.

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