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Workshop sobre Indústria Aeronáutica



18/02/2008

Aconteceu hoje (18/02), na FIESP, às 9:30, o primeiro workshop do Seminário “Uma agenda de competitividade para a Indústria Paulista: Oportunidades de Desafios”, organizado pela Secretária de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, que teve como tema a indústria aeronáutica. O palestrante convidado, nesta ocasião, foi Marcos José Barbieri Ferreira, economista e pesquisador do NEIT, Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia do Instituto de Economia da UNICAMP. O encontro contou com a presença de empresários e profissionais do setor, que prestigiaram o evento com interesse em conhecer as conclusões do estudo desenvolvido e em contribuir para o mesmo com suas próprias observações e questionamentos.

Em sua apresentação, Marcos José Barbieri Ferreira lembrou aos presentes a importância da principal empresa brasileira do setor da aeronáutica. “A EMBRAER”, disse ele, “detém 60% das vendas de jatos para o mercado americano. É uma empresa líder no setor, mas há poucas empresas lideradas por ela”. O pesquisador também fez questão de frisar a importância do Brasil no contexto internacional do setor. “A indústria aeronáutica é o único setor de alta tecnologia em que o Brasil ocupa uma posição de destaque internacional”, lembrou, “é um setor que gera grandes saldos comerciais, graças às exportações”.

Ao apontar o que ele considera como possíveis medidas que contribuam para o crescimento e fortalecimento do setor, o pesquisador afirmou que acredita na “necessidade de criação de um fundo especial de financiamento ao desenvolvimento tecnológico da indústria aeronáutica”. Também falou da importância de investir no fortalecimento da infra-estrutura tecnológica e de avançar na implementação do CDTA – Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Aeronáutica, que foi estabelecido através de uma iniciativa conjunta do IPT, do ITA e da EMBRAER. Falando sobre a importância da formação de pessoal qualificado para esse setor, o pesquisador lembrou que “a FATEC de São José dos Campos foi criada exatamente com esse propósito”, sendo que “essa região concentra 55% dos empregos do setor da aeronáutica no país”. Para ele, seria essencial que a FATEC aprofundasse sua parceria com ITA e com as empresas do setor. Ele também afirmou a necessidade de criação de uma nova FATEC nas regiões de Araraquara e São Carlos, com especialização no setor aeronáutico.>

Ao término da apresentação, a palavra foi dada aos participantes do evento. O primeiro a colocar suas considerações foi o ex-ministro da infra-estrutura e ex-presidente da Varig e da EMBRAER, Ozires Silva. Ele disse acreditar na necessidade de estudar algumas modificações para a legislação no que diz respeito à manutenção dos aviões. Segundo ele, a atual legislação impede que o Brasil participe do mercado mundial de manutenção de aeronaves. E questionou a proposta do pesquisador em relação aos financiamentos para o setor. “O desenvolvimento tecnológico no Brasil é feito com financiamento bancário, com juros e exigência de garantias, através da FINEP. O mesmo não acontece com os concorrentes estrangeiros em seus países”, disse. O prof. Roberto Vermulm, docente da USP, comentou a respeito da necessidade de articulação entre os vários participantes do setor. “Esse é o espaço onde o Governo do Estado deve atuar. A FINEP dispõe de um conjunto de instrumentos que, se bem articulados, já podem ser úteis. Também é necessária a articulação com outros setores, no que diz respeito à pesquisa e desenvolvimento industrial”, argumentou.

Antes do encerramento, Marcos José Barbieri Ferreira fez algumas considerações a respeito dos comentários dos participantes. Lembrou que “sem a EMBRAER, não há indústria aeronáutica no Brasil, porque todos os outros setores dependem dela”. Quanto aos financiamentos, esclareceu que, em seu estudo, refere-se a financiamentos altamente subsidiados. E colocou um dado importante: a EMBRAER deve se desenvolver como uma das poucas empresas a atuar seja na aviação comercial como na aviação executiva. “Este porém é um setor difícil”, disse o pesquisador, “com marcas consolidadas e empresas muito competitivas”.

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