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Workshop - Componentes Semicondutores



22/02/2008

Aconteceu nesta sexta-feira (22/02), na FIESP, o workshop sobre Componentes Semicondutores. O workshop faz parte do Seminário “Uma Agenda de Competitividade para a Indústria Paulista”, organizado pela Secretária de Desenvolvimento. O estudo, cujo propósito é apontar soluções e caminhos para a indústria paulista de componentes semicondutores, foi apresentado pelo prof. Doria Porto, do Núcleo da Economia Industrial e da Tecnologia do Instituto de Economia da Unicamp.

Antes de introduzir as conclusões obtidas pelo estudo, o prof. Doria procurou fazer uma breve retrospectiva da evolução do cenário dessa indústria no Brasil e em âmbito internacional. Lembrou que “os primeiros investimentos nessa área começaram na década de 70 e 80, sendo que as empresas de projeto surgiram nos anos 90. O Brasil tomou passos similares a Taiwan na mesa época, mas Taiwan se desenvolveu muito desde então, enquanto no Brasil ainda estamos debatendo o que fazer”. Para entender os motivos da estagnação da indústria brasileira de semicondutores em comparação aos avanços dos países asiáticos, o prof. Doria fez alguns esclarecimentos sobre a evolução dessa indústria em Taiwan, Índia e na China, hoje talvez o mais importante player mundial.

Sobre o cenário atual, frisou que “essa é uma indústria intensiva em P&D. Nesse setor são investidos cerca de 20% da receita e como decorrência disso, é apresentado um elevado nível de inovação”. Os dados a respeito deste aspecto da indústria são ainda mais relevantes quando colocados em perspectiva. “O investimento mundial anual em P&D é da ordem de 25% da receita. Isso faz do P&D o motor de crescimento econômico, com importante efeito multiplicador em toda a cadeia de equipamentos eletrônicos”, informou.

Em particular a situação brasileira apresenta dados impressionantes. O estudo mostra que o custo total médio de um projetista recém-formado no Brasil é apenas de pouco mais alto do que na Índia e na China. Com um particular interessante, que é, segundo o prof. Doria, o fato de que “na China, para fazer um projeto de certa complexidade, são necessários três engenheiros. No Brasil, num projeto do mesmo caráter, são necessários apenas dois”.

Apesar destes dados interessantes, a situação brasileira é bastante preocupante. O prof. Doria fez questão de frisar que no Brasil “a estrutura produtiva é pequena, pouca e toda situada no Estado de São Paulo. O lado positivo desse dado”, lembrou, “é que as ações tomadas pelo governo paulista terão grande impacto em nível nacional”. Entre as recomendações que o estudo aponta para providências a serem tomadas com o escopo de fomentar essa indústria e permitir que ela se desenvolva, estão: ações que estimulem o Venture Capital, o aumento de programas de formação e treinamento de mão de obra, além de novos modos para contornar e diminuir a excessiva burocracia legal, que implica em aumento de custos e que acaba beneficiando as empresas estrangeiras, em detrimento da indústria nacional.

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Governo do Estado de São Paulo
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