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USP estuda como Dengue é tratada pela mídia



20/09/2012

Investigar como se deu a construção midiática da primeira epidemia de dengue no município de Ribeirão Preto, de novembro de 1990 a março de 1991, para os leitores dos jornais e revistas veiculadas na época é o objetivo da Tese de Doutorado Representações sociais sobre dengue na mídia impressa: informação epidemiológica, educativa ou política?, de autoria da doutora Edlaine Faria de Moura Villela, que será defendida no próximo dia 27 de setembro na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, sob orientação do professor Délcio Natal.

O que motivou a pesquisadora Edlaine a realizar tal estudo, foi a percepção de que há reduzido conhecimento no campo da Saúde Pública sobre a função social da mídia em saúde e, particularmente, sobre a relação entre a mídia e o contexto de uma epidemia associada a vetores biológicos, como a dengue. Diante desse quadro, optou-se por estudar a primeira epidemia de dengue em Ribeirão Preto, a qual ocorreu entre novembro de 1990 e março de 1991. Essa epidemia, assim como as demais, por ter sido estudada apenas em seu aspecto biológico, desconsiderando o aspecto social, justifica a realização deste estudo.

Edlaine constatou com o trabalho de pesquisa que foram resgatadas as representações sociais veiculadas pela mídia e o poder de difusão dessas representações no processo de divulgação científica para o público em geral durante a primeira epidemia de dengue. A análise do conteúdo midiático permitiu apresentar os principais assuntos veiculados no noticiário por meio da elaboração dos discursos.

Com estes resultados, a pesquisadora entendeu como se deu a construção dos sentidos acerca da dengue: o jornal fez existir uma realidade epidêmica. Comprovou-se a defasagem na informação disponibilizada nos meios de comunicação e observou-se viés político nas reportagens veiculadas, desviando a atenção que deveria ser direcionada para educação e promoção da saúde. Analisando estes resultados, Edlaine salienta a importância de formação de profissionais que transitem na interface Saúde Pública e Comunicação para que questões políticas não prevaleçam sobre questões prioritárias de educação em saúde na mídia impressa.

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