carregando...

VÍDEOS

ÓRGÃOS VINCULADOS

Notícias

Notícias

USP desenvolve tecnologia que informa condições climáticas em tempo real



17/12/2014

Fonte: Universidade de São Paulo

São dois mini radares instalados na zona leste e no prédio do Instituto de Física da USP (Divulgação)A Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo (USP), recebeu, no dia 16 de dezembro, a cerimônia de lançamento do Chuva Online, um projeto de monitoramento meteorológico da região metropolitana de São Paulo, que pode entre outros benefícios, ajudar autoridades e a comunidade a se preparar contra desastres naturais.São dois mini radares, um instalado na escola, que fica na zona leste, e um no prédio do Instituto de Física (IF) da USP, na Cidade Universitária. Os estudos são coordenados pelo professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, Carlos Morales Os dados obtidos são disponibilizados em tempo real pelo portal do projeto.

O principal mantenedor do Chuva Online é o laboratório do professor Morales, o Storm T. Seu desenvolvimento envolve diversos parceiros, entre eles a Prefeitura do Campus USP da Capital (PUSP-C), IF, EACH e o Climatempo, empresa privada que concede gratuitamente ao grupo todos os dados necessários para as pesquisas.

O projeto conta com vários componentes e sua ideia surgiu a partir de um acordo de cooperação entre a USP e a Defesa Civil (DC). Dentro desse compromisso, a universidade pesquisa e desenvolve diversas tecnologias de monitoramento meteorológico e a DC as coloca em prática. Sistemas dessa ordem são muito importantes para tomar precauções contra desastres naturais, como deslizamento de terras, enchentes e alagamentos.

Atualmente, já existem no mercado equipamentos que realizam esse tipo de monitoramento, porém eles conseguem atuar melhor em cidades de grande porte, como São Paulo, uma vez que podem trabalhar com sua capacidade máxima. Para cidades de tamanho pequeno e médio eles tornam-se muito caros, além de não operarem com toda a sua capacidade. O professor ilustra a situação usando como exemplo as cidades litorâneas: os radares convencionais têm um alcance de até 200 Km; dessa maneira, colocá-los em direção a uma montanha, o que acabaria por acontecer já que eles precisam ficar em lugares altos, limitaria de seu desempenho, e eles enxergariam apenas os 10 Km iniciais que correspondem à encosta. Dentro dessa situação os mini radares seriam muito mais adequados, pois alcançariam toda a área de interesse e ainda teriam um menor custo.

Sistema é importante para prevenção de desastres naturais (Divulgação)Por essa razão, a tecnologia está sendo testada na USP, que apresenta todas as qualidades de uma cidade de pequeno porte, podendo agregar diferentes informações à pesquisa. Paralelamente a estes estudos, o professor da Escola Politécnica (Poli) da USP,  Sidnei Martini, está desenvolvendo um sistema chamado “Smart City”, que se trata de uma cidade inteligente, onde uma série de metodologias são aplicadas para interligar problemas de natureza semelhante e resolvê-los. Ambos os projetos pretendem usar seus elementos para melhorar o gerenciamento das cidades. Martini é coordenador do Sistema Integrado de Gestão da Infraestrutura Urbana (SIGINURB), projeto da PUSP-C. Tanto o Chuva Online como o SIGINURB interagem com ações do Centro de Estudos e Pesquisas em Desastres (Ceped) da USP.

Vantagens
Entre as vantagens do uso dos mini radares, está o seu custo-benefício: um radar convencional custa cerca de 600 mil euros, enquanto os mini radares custam 100 mil euros. Associado a esse valor, deve-se levar em consideração a manutenção do equipamento, que é primordial para que ele opere com capacidade máxima. Anualmente, o custo com manutenções equivale a 30% do valor total da máquina, referente a 180 mil euros para os radares tradicionais e 9 mil para os que estão sendo testados pelo grupo do IAG. Outro fator importante é a portabilidade do aparelho. Devido às suas pequenas proporções, ele pode ser transferido de um lugar a outro sem grandes inconvenientes, e não necessita de um lugar específico para ser instalado, já que qualquer gerador atende às suas necessidades.

Segundo o professor Morales, o fato de estar em uma universidade permite testar todos esses novos conceitos ao mesmo tempo em que se desenvolve novas tecnologias que podem ser incorporadas por empresas privadas. Isso ocorre porque em muitos casos, as empresas não possuem recursos para dispor de radares tradicionais e, com uma tecnologia mais simples, elas poderiam absorver esse conhecimento. Entre os setores que seriam beneficiados por essas informações, estão a agropecuária, empresas de geração de energia e o ramo de telecomunicações.

Custo-benefício é uma das vantagens do radar (Divulgação)Vale ressaltar que, embora o projeto seja novo no Brasil,  já foi testado em outros países, como a Itália, país que criou a tecnologia. Lá, os mini radares são usados, principalmente, para monitorar as chuvas e como apoio para acompanhar os recursos hídricos e o trânsito, a exemplo da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) em São Paulo. Por fim, o professor faz questão de frisar o tripé, onde o projeto está apoiado: ensino, pesquisa e extensão. A parte de ensino diz respeito aos treinamentos, a pesquisa insere o desenvolvimento de novos conceitos e tecnologias e a extensão faz a disponibilização desses dados para à comunidade em tempo real.

Para mais informações acesse http://www.chuvaonline.iag.usp.br/

MAIS DESENVOLVIMENTO

Governo do Estado de São Paulo
Governo do Estado de São Paulo