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USP amplia cirurgias minimamente invasivas



26/04/2011

Hospital adquiriu cinco novos equipamentos completos para cirurgia experimental

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da Universidade de São Paulo (USP) intensificou o uso de cirurgias minimamente invasivas (aquelas feitas por videoendoscopia), com incisões bem pequenas com extensão de 0,5 cm a 1 cm. A técnica é utilizada no HCFMRP desde 1996, na retirada de vesícula, apêndice, baço, estômago, correção de hérnia do esôfago/estômago com refluxo, tratamento da doença do esôfago pela Doença de Chagas, retirada de lesões de ovário, útero, rins, glândulas adrenais, próstata, dentre outras.

Na ortopedia, a introdução dessa técnica é progressiva, segundo o prof. José Sebastião dos Santos, coordenador do Laboratório de Técnica Cirurgia e Cirurgia Experimental da FMRP. É usada principalmente nas cifoplastias - procedimento para reduzir dor e estabilizar fraturas da coluna vertebral - e fixação percutânea de fraturas da coluna vertebral. Os custos elevados ainda limitam o maior uso da técnica.

A mais recente investida para ampliar o uso da técnica na ortopedia foi feita com o curso de Videoendoscopia da Coluna Vertebral, promovido pelo Laboratório de Técnica Cirúrgica e Cirurgia Experimental da FMRP. O curso foi ministrado pelos cirurgiões de coluna vertebral Kei-Uwe Lewandrowski, de Tucson, nos Estados Unidos, e Alvaro Dowling, de Santiago, no Chile.

Técnica utiliza incisões bem pequenas com extensão de 0,5 cm a 1 cm

Segundo um dos coordenadores do curso, professor Helton Luiz Aparecido Defino, da FMRP, além da teoria, foram feitos exercícios de simulação em modelos e cirurgia em cadáveres, para utilização de técnicas de cirurgia minimamente invasivas na coluna vertebral. "Essa técnica tem menor risco para o paciente, reduz o tempo de internação e possibilita um retorno mais rápido a suas atividades", explica.

Para Santos, os cursos no Laboratório de Técnica Cirúrgica e Cirurgia Experimental com especialistas internacionais servem para capacitar as equipes nacionais com técnicas mais avançadas. "A aceitação é muito boa em função dos melhores resultados no manejo pós-operatório", diz.

Outra iniciativa para avançar nessa nova fase das cirurgias do HCFMRP foi a aquisição de cinco novos equipamentos completos para cirurgia experimental minimamente invasiva, com investimentos de cerca de R$ 225 mil e a organização de um Centro de Cirurgia Minimamente Invasiva. O investimento, diz Santos, permitiu a revisão dos conteúdos e práticas do curso de graduação médica com a introdução dos conceitos básicos da cirurgia minimamente invasiva a partir do terceiro ano. E tem permitido capacitar médicos residentes, docentes e a oferta de cursos para profissionais. "As próximas iniciativas serão ampliar o emprego da técnica para operações de maior porte como retirada de partes do fígado e pâncreas, tratar lesões do pulmão dentre outros", destaca.

As bases para a cirurgia videoendoscópica moderna foram desenvolvidas a partir de experiências bem sucedidas na Alemanha e na França, no fim do século passado, e que rapidamente foram socializadas pelos Estados Unidos. O professor Santos explica que a incidência e a intensidade da dor pós-operatória e as complicações nos cortes cirúrgicos, como infecção e hérnias com o emprego da cirurgia minimamente invasiva, são menores. "Muitas operações dispensam internação ou a abreviam. A retirada da vesícula com cálculos, por exemplo, pode ser feita em regime ambulatorial: o paciente vem para o hospital é operado por meio da videolaparoscopia e volta para a casa no mesmo dia". Com isso, enfatiza, é possível aumentar o número de cirurgias e direcionar o emprego dos leitos hospitalares para casos mais complexos, como grandes cirurgias de tumores e transplantes.

Cirurgia Experimental
Criado em 1955, o Laboratório de Técnica Cirurgica e Cirurgia Experimental da FMRP foi dirigido pelo professor Pier Luigi Castelfranchi. Uma de suas primeiras atividades foi oferecer o curso de Técnica Cirúrgica. O objetivo era treinar alunos de graduação e cirurgiões nas várias técnicas cirúrgicas, além de criar uma cultura de pesquisa na área. Mais tarde, ofereceu outros cursos e técnicas cirúrgicas também aos residentes do HCFMRP e deu suporte às pesquisas experimentais de professores e pós-graduandos.

Hoje, tem função multidisciplinar e seu espaço é para aulas práticas de alunos de graduação em Medicina, desenvolvimento de trabalhos de iniciação científica e de pesquisa dos diversos programas de pós-graduação, cursos de educação continuada para residentes do HCFMRP. Fica na Rua Professor Miguel Rolando Covian, Bloco C, da FMRP.

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