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Unidades ampliam vagas para cursos do ProFis



04/01/2013

Os institutos de Economia (IE), Geociências (IG) e a Faculdade de Ciências Médicas (FCM) ampliaram o número de vagas oferecidas aos alunos do Programa de Formação Interdisciplinar Superior (ProFIS). O ProFIS é um novo curso de ensino superior da Unicamp, voltado a estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas de Campinas.

O programa oferece vagas aos alunos que obtêm as melhores notas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) em cada escola. A primeira turma, que está completando dois anos de formação geral, vai ingressar em 2013 nos cursos regulares de graduação da Universidade, sem necessidade de passar pelo vestibular.

Com o aumento, o número total de vagas oferecidas pela Unicamp passou de 123, em 2011, para 130 em 2013. O IE e a FCM ampliaram de 2 para 5 o número de vagas; e o IG, de 4 para 5. A nova coordenadora do programa Maria Inês Petrucci Rosa, empossada em outubro de 2012, destacou que a ampliação "representa a adesão ao Programa pelas Faculdades e Institutos da Unicamp, que cada vez mais tem sido apoiado".

Maria Inês Petrucci Rosa também avaliou o grau de envolvimento e o amadurecimento dos alunos. "Eles, de fato, se consideram alunos da Unicamp", pontuou. A coordenadora é docente da Faculdade de Educação da Unicamp e já atuou como professora do ensino médio em escolas públicas durante 18 anos.

Sobre o programa
O currículo do ProFIS inclui disciplinas das áreas de ciências humanas, biológicas, exatas e tecnológicas, distribuídas por dois anos de curso. O objetivo é oferecer aos alunos uma visão integrada do mundo contemporâneo, capacitando-os para exercer as mais distintas profissões. Concluído o ProFIS, o aluno pode ingressar, sem vestibular, em um curso de graduação da Unicamp. Além disso, os formandos recebem um certificado de conclusão de curso sequencial de ensino superior. Veja o calendário de 2013 do programa.

Resultados
Para acompanhar a implementação do programa, seus resultados e impactos, foi desenhada uma metodologia de avaliação continuada que tentará seguir os beneficiários por pelo menos uma década. Essa função vem sendo desempenhada pelo Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (NEPP), sob a coordenação da pesquisadora Ana Maria Carneiro, que vem produzindo informações relevantes para a gestão do programa. Um balanço de resultados preliminares dos dois primeiros anos de atividades aponta um saldo positivo. Segundo Ana Maria, dois objetivos foram plenamente alcançados. "O primeiro foi a própria implementação do programa num prazo exíguo, e o segundo foi a inclusão social no ingresso ao ensino superior", explica.

No que se refere ao aspecto raça/cor/etnia, cerca de 40% dos alunos do ProFIS são não brancos (pardos, pretos e indígenas), um percentual 2,7 vezes superior ao percentual de matriculados através do vestibular e ligeiramente acima da distribuição de raça/cor da população de 18 a 24 anos do estado de São Paulo, que possui 38% de indivíduos não brancos segundo dados do Censo 2010.

"Em relação ao histórico escolar, além de terem cursado o ensino médio completo em escola pública, o que é um pré-requisito do programa, 92,5% cursaram também o ensino fundamental na rede pública", constatou Ana Maria. O ProFIS também ampliou as admissões de egressos da rede pública na Unicamp em cerca de 2,2% em 2011 e em 3,4% em 2012.

Em relação à renda familiar mensal, os alunos matriculados do ProFIS apresentam renda média 3,6 vezes menor que a renda média da população de 18 a 24 anos do Estado de São Paulo com acesso ao ensino superior. A renda dos alunos do ProFIS é também bastante inferior à renda dos demais alunos da Unicamp. Enquanto a maioria dos alunos do ProFIS tem renda mensal familiar de até 5 salários mínimos (82,4% em 2011 e 74,2% em 2012), estes percentuais entre os alunos que ingressaram pelo vestibular são 60,4% em 2012 e de 82,3% entre os que ingressaram pelo vestibular usando o PAAIS.

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