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Unicamp traz modelo inovador de pesquisa ao Brasil



11/03/2015

Fonte: Universidade Estadual de Campinas

Unicamp está investindo US$ 1,9 milhão no laboratório (Leandro Negro/Agência Fapesp)A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) agora integra o Structural Genomics Consortium (SGC), grupo internacional de pesquisa biológica e biomédica formado pelas universidades de Oxford, Toronto e mais dez empresas do setor farmacêutico. A universidade passará a ser o terceiro polo acadêmico do grupo. Esse polo brasileiro ficará dedicado à pesquisa de quinases – enzimas que afetam o funcionamento das proteínas no interior das células, e cujo controle é uma área de grande interesse na pesquisa médica.

"Há, atualmente, uma limitação do conhecimento na área da síntese de novos medicamentos. O entendimento dessas proteínas quinases, moléculas muito específicas do funcionamento celular, será fundamental para avançar nesta área”, disse a pró-reitora de pesquisa da Unicamp, Gláucia Maria Pastore.
 
O lançamento oficial do SGC no Brasil foi formalizado na manhã desta terça-feira, 10, em cerimônia na sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que fará um aporte de US$ 4,3 milhões na instalação de um novo laboratório na universidade, o Centro de Biologia Química de Proteínas Quinases. A Unicamp está investindo US$ 1,9 milhão no laboratório, e os demais parceiros de SGC, US$ 1,3 milhão.

“Também é preciso computar quanto a universidade investe em termos de uso de instalações, salários de professores e outros custos”, disse, durante a cerimônia de assinatura, o diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa, Carlos Henrique de Brito Cruz. “Se levarmos isso em conta, a contribuição da Unicamp é do mesmo tamanho que a da Fapesp”. O presidente da Fapesp, Celso Lafer, também participou da cerimônia de lançamento e elogiou o caráter "inovador e original" da parceria.

Inovação aberta
O SGC adota uma política de abertura total: não só os resultados científicos e as moléculas criadas no contexto do consórcio são liberados para acesso público, como os métodos e técnicas também são “open source”, nas palavras do CEO do consórcio, o pesquisador canadense Aled Edwards, que também tomou parte na cerimônia realizada na Fapesp. “O compromisso é que ninguém parenteia nada”, disse ele.

Não há nada que impeça, no entanto, que empresas estabelecidas ou “start-ups” usem os resultados do SGC como base para o desenvolvimento de produtos que podem vir a ser patenteados. “Ficarei desapontado se o laboratório na Unicamp não produzir pelo menos duas ‘start-ups’ nos próximos anos”, disse o CEO.

Zuecher explicou que o estudo detalhado das mais de 500 quinases humanas está além da capacidade de qualquer empresa farmacêutica individual, daí a lógica de trabalho conjunto e abertura. “Se continuássemos no modelo da pesquisa proprietária, nós, como sociedade, estaríamos desperdiçando recursos, por conta da duplicação de esforços, com cada grande empresa investindo nas mesmas moléculas”, disse ele, lembrando que a taxa de sucesso na pesquisa farmacêutica é extremamente baixa – menos de 5% dos medicamentos que entram em fase de teste clínico acabam aprovados para uso humano. “E isso simplesmente não faz sentido”.

Com o modelo de inovação aberta, o consórcio realiza o trabalho bruto de encontrar as moléculas que parecem mais promissoras, que em seguida são liberadas no domínio público, e podem ser aproveitadas na criação de produtos patenteáveis.

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