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Unicamp sedia 1ª atividade do Centro Brasil Século XXI



07/10/2013

O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), do MCTI, escolheu a Unicamp como sede do seminário “Brasil em Perspectiva”, marcando o início das atividades do Centro de Altos Estudos Brasil Século XXI. Institucionalizado no último dia 03, o novo centro é uma parceria envolvendo, além do próprio MCTI e o MEC, os Institutos de Economia da Unicamp, da UFRJ e outras universidades brasileiras. O Centro de Altos Estudos foi concebido para servir de ponte entre academia e governo, por meio da reflexão e sugestão de políticas sobre questões que marcarão o futuro do país. O seminário realizado na sexta-feira contou com palestras de Aloizio Mercadante, ministro da Educação, Luciano Coutinho, presidente do BNDES, e Luiz Gonzaga Belluzzo, professor da Unicamp.

O professor Mariano Laplane, que se licenciou da Universidade para presidir o CGEE , disse que o órgão do MCTI vem trabalhando em ritmo intenso e está prestes a concluir, por exemplo, um amplo estudo sobre o futuro da produção e consumo de alimentos no mundo, no horizonte até 2030. “É um tema importante para o Brasil, grande exportador de alimentos. Esse setor vem passando por grandes transformações, numa miríade de novidades que vão fazer diferença tanto na produção como nos padrões de consumo de alimentos nas próximas décadas. Estamos dando um passo à frente com a institucionalização do Centro de Altos Estudos Brasil Século XXI, que ganha vida própria, reunindo intelectuais e pesquisadores numa ágora de reflexão sobre a cultura do país, dentro de um mundo que também se transforma.”

Segundo Laplane, no esforço coletivo de construir cenários futuros para apontar os melhores caminhos, o Centro Brasil Século XXI pretende atuar em três dimensões, que em sua opinião se complementam. “A primeira dimensão é a realização de estudos, sendo que já temos um programa focando questões bastante relevantes. O segundo eixo é propriamente da divulgação desses resultados, fazendo com que cheguem à sociedade, promovendo o debate público. E o terceiro eixo é utilizar esse conhecimento também para a formação de recursos humanos: o Brasil precisa de uma nova geração (talvez várias) de gestores com visão pública e alta capacitação técnica para levar adiante os projetos de desenvolvimento no país.”

O ministro Aloizio Mercadante, que participou da mesa sobre “Desafios estratégicos do Estado brasileiro: construindo um desenvolvimento inovador e soberano”, afirmou que o novo centro cria um campo de discussão para promover uma relação mais próxima entre quem está executando as políticas públicas e quem está na academia ajudando a pensá-las e a formulá-las, com o devido rigor e distância crítica. “Precisamos daqueles que possuem uma visão desenvolvimentista da história do Brasil e que hoje estão em centros dispersos. Já temos a FAO, uma presença internacional, e queremos trazer também a área empresarial. Além disso, precisamos formar gestores de Estado; temos grandes quadros operando políticas na linha de frente, mas que precisam retornar à academia para uma pós-graduação, passando por um ciclo de discussão.”

O economista Luiz Gonzaga Belluzzo foi um dos debatedores da primeira mesa, sobre “Desafios para a construção do desenvolvimento de longo prazo”, juntamente com Luciano Coutinho, do BNDES, e Ricardo Bielschowisky, da UFRJ. Para Belluzzo, o Centro Brasil Século XXI é um canal para que a Universidade comece a se manifestar. “A academia está muito ausente do debate econômico. Há uma concentração muito grande de economistas e sociólogos que estão no mercado. É preciso que a academia participe com mais intensidade e que sua voz seja ouvida de maneira mais clara; e que tenha, sim, essa interação com o mundo prático, pensando o emprego, a renda e políticas que favoreçam o avanço das camadas inferiores.”

Saudando os presentes em nome do reitor José Tadeu Jorge, o professor Alvaro Crósta, coordenador-geral da Universidade, considerou a criação do centro uma iniciativa louvável. “A universidade, nesse momento peculiar da nossa história, tem se voltado muito para temas internos ou para a produção científica e tecnológica, que são de enorme importância. Mas isso não pode excluir o que a universidade já fez com muito mais vigor e que precisa continuar fazendo, que são os debates sobre grandes temas nacionais e internacionais. E a Unicamp vê nessa iniciativa um passo de retorno ao debate de ideias, com a universidade cumprindo seu papel de usina geradora de ideias.”

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