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Unicamp avalia modelos climáticos para o Brasil



02/02/2011

Especialistas terão condições de fazer previsões climáticas mais precisas

O Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas a Agricultura (Cepagri) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) está trabalhando na avaliação de modelos climáticos que permitam a previsão mais precisa de fenômenos extremos, como tempestades e tornados. De acordo com o diretor associado do Cepagri, professor Hilton Silveira Pinto, o objetivo é chegar a ferramentas voltadas às especificidades regionais brasileiras. “Os modelos globais são bons, mas não levam em consideração aspectos que são tipicamente nossos”, explica. De acordo com ele, duas teses de doutorado que tratam do tema estão em andamento na unidade.

O especialista observa que existem atualmente dois tipos de modelos climáticos. Os globais, desenvolvidos em diferentes países, são adotados como possibilidade de uso pelo do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC). “Estes servem para o mundo inteiro, e apresentam uma resolução aproximada de 200 quilômetros quadrados”, informa. Há também os modelos regionais, que são derivados dos primeiros e adaptados aos diferentes países. A definição destes chega a 50 quilômetros quadrados. “Aqui no Cepagri estamos trabalhando com 23 modelos globais, fazendo discriminações para ver quais se adaptam às condições brasileiras, e com três modelos regionais, que são os utilizados pelo Inpe [Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais]”, detalha o docente.

Esse tipo de estudo é importante, conforme Hilton Silveira, porque o Brasil enfrenta problemas que não são comuns em outras localidades. Como exemplos ele cita as queimadas e desmatamentos, ações antropogênicas que trazem implicações importantes para o clima. “Ao definirmos modelos compatíveis com a nossa realidade e adotarmos resoluções que levam em conta áreas menores de análise, nós pretendemos ter condições de fazer previsões mais precisas sobre diversos fenômenos, inclusive os chamados extremos, como temporais e tornados, para ficar em dois exemplos”, esclarece o diretor associado do Cepagri.

Calor
Sobre a atual onda de calor, Hilton Silveira afirma que as temperaturas têm estado acima da média na região de Campinas. Em dezembro, por exemplo, as máximas estiveram 1,4 grau acima da média histórica, levando em conta os dados acumulados desde 1988. “Em janeiro, as médias estão dois graus acima da média”, pontua. A explicação para isso? Conforme o docente, é possível admitir que o aquecimento global tenha influência nesse comportamento. “Os dados mostram que as temperaturas acima de 30 graus estão ficando mais frequentes. Ou seja, há uma indicação sugestiva de que nos últimos anos a temperatura tem aumentado progressivamente. Dos últimos 15 anos, apenas para se ter ideia, 12 apresentaram as maiores temperaturas em um século”, acrescenta.

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