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Unesp recebe projeto de ciber-ciência cidadã



13/04/2011

Evento incentiva a participação ativa de cidadãos comuns na ciência

Entre os dias 2 e 6 de maio, alguns dos principais projetos científicos do mundo estarão conectados ao programa Brasil@home, criado para promover a participação da sociedade em projetos científicos via Internet, no Brasil e na América Latina. Cientistas-chefes dos principais projetos de ciber-ciência em todo o mundo estarão no Brasil ministrando palestras e fomentando novos projetos.

Em São Paulo, o evento ocorre no dia 6 de maio na Unversidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp), no Núcleo de Computação Científica (NCC) e no Instituto de Física Teórica (IFT), ambos na Barra Funda.

Chamada de "Ciber-Ciência Cidadã", esta rede promove uma introdução aos conceitos e à prática de computação voluntária, inteligência distribuída e sensoriamento remoto voluntário. Segundo o cientista da computação Carlos Eduardo Moreira, do NCC da Unesp, o conceito de ciber-ciência cidadã, embora recente, já fornece recursos enormes para a pesquisa: "Na computação voluntária, por exemplo, as pessoas repassam a capacidade ociosa de seus computadores para projetos científicos. Dessa forma, a soma de muitos PCs acaba por resultar numa capacidade de processamento equivalente a de um supercomputador, a baixo custo".

Outro aspecto ligado ao projeto é a chamada "inteligência distribuída", que ocorre quando voluntários oferecem seu trabalho diretamente, atuando em projetos de pesquisa científica, catalogando imagens ou transcrevendo dados relevantes. "Milhares de voluntários contribuem diariamente para estes projetos", afirma Moreira.

Processo aberto e democrático
Coordenador mundial do Centro de Ciber-Ciência Cidadã, o físico australiano François Grey considera esta rede a extensão de uma antiga e venerável tradição: a participação ativa de cidadãos comuns na ciência. "Isto costumava ser restrito a campos de pesquisa como a arqueologia ou à astronomia", diz. "Com a popularização de tecnologias como a Internet, esta participação tornou-se possível também, por exemplo, na proteômica e nos estudos do clima, áreas que pareciam remotas e inacessíveis até pouco tempo atrás".

Associado ao CERN (Organização Européia para a Pesquisa Nuclear) e atualmente professor de Computação Científica na Universidade de Tsinghua, em Pequim, China, Grey descreve o Brasil@home como uma grande ferramenta de divulgação. "É a forma ideal para dar palavra aos cidadãos em nossas agendas científicas. O resultado é um processo mais aberto e democrático, com a participação da sociedade como um todo", diz.

Esta edição da Brasil@Home será realizada nos dias 2, em Brasília, no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA); nos dias 3, 4 e 5, no Rio de Janeiro, no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) e na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e no dia 6 de maio, no campus de São Paulo da Unesp.

O evento é gratuito e aberto a todos que queiram participar de projetos científicos relacionados a temas como mudanças climáticas, física de partículas ou digitalização de documentos históricos. "O objetivo principal é justamente repassar às pessoas maneiras de colaborar com o programa", acrescenta Carlos Moreira.

Os nomes dos palestrantes, os projetos a serem apresentados, os endereços nas três cidades onde ocorrerão o evento e regras para as inscrições estão no endereço www.citizencyberscience.net/brasilathome.

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