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Unesp inicia parceria para duplo-diploma com grupo ParisTech



29/10/2014

Fonte: Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"

Processo seletivo para duplo diploma é voltado aos alunos das áreas de ciência e tecnologia (Divulgação)A ParisTech inicia, em 2014, sua parceria com a Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp) para aquisição de duplo-diploma. Em outubro, o coordenador das relações internacionais para a América Latina, Jean-François Naviner, esteve no campus Ipiranga, em São Paulo, para o processo de seleção dos primeiros alunos.

O grupo ParisTech surgiu em 1991, quando as doze mais destacadas universidades de engenharia da França decidiram se agrupar no intuito de desenvolver cooperações em áreas de interesse comum. "Este é um grupo realmente forte e quando vamos a outros países procuramos sempre fazer parcerias com as melhores instituições", explica Naviner.

O professor francês esteve no campus Ipiranga da Unesp, em São Paulo, para o processo seletivo dos alunos das áreas de ciência e tecnologia, que estão pleiteando um duplo diploma na ParisTech. O processo envolve, além da prova, análise do histórico e do currículo escolar e uma entrevista de motivação. A proposta é que no duplo diploma o aluno estude dois anos na França.

"Esse processo seletivo não é importante apenas para selecionar os melhores alunos, mas por conta do duplo diploma queremos também mandar nossos alunos para outras escolas. Queremos ter segurança para saber onde mandar nossos estudantes", explica Naviner, que leciona na Telecom ParisTech, braço do grupo responsável principalmente pela área de telecomunicações . Não é exigido que o aluno fale francês fluentemente. A princípio, basta falar inglês, uma vez que desde a convocação até o inicio das aulas, o aluno terá por volta de oito meses para aprender o básico do idioma.

 "A Unesp é uma das grandes universidades do estado de São Paulo. Como nós já trabalhávamos com as outras duas universidades públicas do estado, esta parceria foi algo lógico e relativamente fácil de estabelecer", afirma o docente que viveu no Brasil entre 1995 e 1997, como professor visitante na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), hoje chamada Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

Naviner explica que, na França, as escolas de engenharia têm um vínculo bastante forte com a indústria, especialmente na colaboração com pesquisas. "Hoje, no Brasil, existem aproximadamente 600 filiais de empresas francesas. Essas empresas podem precisar de engenheiros formados com uma cultura dupla. Brasileiros que também tenham esse conhecimento dos métodos de trabalho da França", lembra o professor, destacando também o caráter internacional da ParisTech.

A página oficial da instituição francesa aponta que um terço dos quase vinte mil estudantes são estrangeiros. Número que, segundo o professor francês, sobe para 45% no mestrado e para até 60% no doutorado de algumas das escola que compõem o grupo. Naviner acrescenta ainda que a maioria das escolas exige que seus alunos tenham feito alguma mobilidade internacional ao longo do curso para obter o diploma.

Mais informações sobre a parceria com a Unesp e a abertura de inscrições, visite o site da ParisTech.

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