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Unesp cria pasta de dente com maior eficácia contra cárie



21/05/2014

Fonte: Unesp

Profissionais da área de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da Unesp, Câmpus de Araçatuba), desenvolveram uma pasta de dente com maior poder de eficácia contra a cárie em relação aos cremes dentais disponíveis no mercado. O produto tem, em sua composição, o trimetafosfato de sódio — agente que potencializa a ação de prevenção. A pasta dental ainda não se encontra nas prateleiras de supermercados e farmácias, mas está disponível para produção em larga escala, seja por meio de compra de patente ou licenciamento.

O professor de Odontopediatria, Juliano Pessan, um dos participantes dos estudos, disse que o objetivo do trabalho era produzir um creme com menor quantidade de flúor, evitando, assim, o desenvolvimento de fluorose dental, principalmente nas crianças. “As pastas convencionais possuem entre 1.100 e 1.500 ppm (partes por milhão) de flúor, o que significa uma quantidade excessiva para a criança que está aprendendo a escovar. Crianças muito pequenas não conseguem cuspir toda a pasta durante a escovação e acabam engolindo o produto. Portanto, estão mais suscetíveis à fluorose (manchas esbranquiçadas que tornam o dente mais frágil)”, explicou.

Por outro lado, a baixa quantidade de flúor influencia na efetividade contra a cárie. “Aí que entram os fosfatos. Colocando um pouco de flúor com um pouco de trimetafosfato de sódio, conseguimos atingir um nível melhor do que o encontrado hoje”, explicou Pessan, ao ressaltar que todos precisam seguir uma boa higiene para manter a qualidade da saúde bucal. A pasta produzida pela universidade é indicada a crianças e adultos e contém em sua formulação 500 ppm de flúor e 3% de trimetafosfato de sódio.

Para se chegar ao resultado satisfatório da junção do flúor com o fosfato, foram 14 anos de estudos, iniciados em laboratórios, usando blocos de esmalte de dentes bovinos, passando para o “in situ”, onde o produto é testado em um grupo pequeno de pessoas, entre 12 e 15 voluntários, até se chegar a uma amostragem maior de humanos. “Uma série de estudos foi feita, com padronização grande em termos de técnica laboratorial. Vai se testando todas as combinações possíveis, usando só o cálcio ou só o flúor, cálcio com flúor. É um trabalho árduo e acredito que 14 anos seja pouco para se fazer uma pasta”, avalia Pessan.

Leia matéria completa na Folha da Região
http://www.folhadaregiao.com.br/Materia.php?id=328371#

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