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Um passo para o Desenvolvimento



12/04/2007

O vice-governador e secretário do Desenvolvimento, Alberto Goldman, foi o anfitrião de um encontro realizado na Fiesp nessa terça-feira (03/04) intitulado "Construindo a Agência de Fomento Paulista". Durante o dia todo, especialistas e representantes de bancos e agências de desenvolvimento de outros estados expuseram casos e opiniões.

O encontro foi o início de um esforço conjunto entre o Governo do Estado e a Fiesp para a construção de uma política de desenvolvimento para São Paulo. "Até meados do ano ela deve estar em funcionamento", disse Goldman. Ele explicou que uma das prioridades da agência será o financiamento de projetos de inovação, atendendo principalmente a empresas que não têm acesso aos bancos.

Segundo Goldman, a agência não deverá se restringir a apoiar apenas pequenas e médias empresas, mas também companhias de maior porte. "Nós temos que levar em conta a vocação de São Paulo, um Estado avançado. Por tudo isso, dedicar recursos para a inovação tecnológica é fundamental para aumentar a competitividade do produto paulista não apenas na disputa nacional, mas também na internacional", afirmou.

As agências de fomento são instituições que têm como um de seus principais objetivos o financiamento de longo prazo. São controladas pelos governos estaduais e estão sujeitas a regras mais rígidas que os bancos de desenvolvimento. Não podem, por exemplo, captar recursos diretamente no mercado.

A agência paulista deve concentrar os recursos de fundos de desenvolvimento espalhados hoje por diversas secretarias do Estado. Ainda não estão definidos os fundos a serem utilizados ou seus valores, mas o orçamento da instituição não deve se restringir a eles. A idéia, segundo o vice-governador, é "buscar negociações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e agências nacionais e internacionais de fomento".

O secretário-adjunto da Fazenda de São Paulo, George Hermann Tormin, também disse considerar possível que a agência esteja em funcionamento até meados deste ano. "É um prazo bastante factível". Segundo ele, o tamanho do orçamento da agência ainda está indefinido, porque não se sabe ao certo quais serão as fontes de recursos com que a instituição poderá contar.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, mostrou-se satisfeito com a expectativa de que a agência de fomento poderá funcionar no curto prazo. Para ele, é uma imprescindível que São Paulo, "a locomotiva econômica do país" tenha uma instituição com esse porte. "Sem dúvida, a agência vai ajudar a alavancar o desenvolvimento e o crescimento de São Paulo", disse Skaf.

Há atualmente agências de fomento em 12 Estados: Amazonas, Amapá, Roraima, Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Bahia.

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