carregando...

Notícias

Notícias

Último dia de Workshop



22/02/2008

Nesta sexta-feira (22/02), aconteceu na FIESP, o último dia do Seminário “Uma Agenda de Competitividade para a Indústria Paulista", organizado pela Secretaria de Desenvolvimento. Os temas que fecharam essa semana de workshops foram Equipamentos de Informática, Software, Equipamentos de Telecomunicações e Serviços de Telecomunicação.

O professor da Universidade de São Paulo, Danilo Igliori, deu início ao seminário de hoje apresentando as características, vantagens, deficiências e propostas da Indústria de Equipamentos de Informática. O Estado de São Paulo apresenta algumas vantagens em relação às outras regiões do país, segundo o professor. Entre elas estão a proximidade com o maior mercado consumidor do país, e a existência de um maior parque científico e tecnológico, contando com as principais universidades e centros de pesquisa.

Danilo Igliori apresentou as regiões de maior concentração da indústria paulista de Equipamentos de Informática: São Paulo, Campinas, São José dos Campos e Sorocaba. Nesse ponto ele baseou uma de suas propostas políticas, que seria a criação de economias de aglomeração nesses pólos. Assim como em outros setores, a capacitação da mão-de-obra foi citada dentre as sugestões do estudo, “essa capacitação se daria através de cursos de engenharia de software, design, automoção industrial, e ainda com o aumento de bolsas da FAPESP para pesquisas relacionadas a estas áreas”, completou.

Em seguida, o economista e pesquisador José Eduardo Roselino, expôs o resultados de seus estudos para a Indústria de Software. Logo na abertura ele apresentou aos empresários presentes os três principais segmentos desse setor: serviços em software de baixo valor; serviços em software de alto valor e software produto. O Brasil, segundo o pesquisador, tem uma atividade bastante significativa: a indústria desse setor no país está entre as 10 maiores do mundo.

Antes de apresentar suas propostas para a agenda de competitividade, José Eduardo Roselino explicou o porquê da necessidade de uma política para a Indústria de Softwares. Para ele as políticas públicas estão na origem das atividades de Informática, tanto nos países centrais como nos periféricos. “Além disso, já tivemos exemplos de sucesso em países não tradicionais no complexo eletrônico”. O pesquisador ressaltou ainda que “as atividades do setor são intensas em mão-de-obra juvenil e têm um potencial grande de geração de empregos”.

O acirramento da concorrência com empresas estrangeiras e o fato das empresas brasileiras serem relativamente menores foram as principais deficiências apontadas por José Eduardo Roselino. As propostas se basearam na formação e qualificação de recursos humanos, no fortalecimento e consolidação das empresas nacionais, e no apoio para formação e atração de novos empreendimentos.

Marina Szapiro, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, deu continuação ao seminário desta sexta-feira com o workshop da Indústria de Equipamentos de telecomunicações. Primeiramente ela apresentou as tendências internacionais do setor que são os altos investimentos em P&D das empresas fabricantes de equipamentos e a pressão competitiva de empresas chinesas. Marina Szapiro explicou ainda que os vetores de crescimento das vendas da indústria são: telefonia celular (3G), banda larga (Wimax) e NGN.

O Estado de São Paulo reúne a metade das empresas brasileiras de tele-equipamentos, sendo a maior concentração de pequenas e médias empresas. Além disso, abriga uma grande parte da produção e exportação de telefones celulares. No ano de 2007, São Paulo teve as exportações reduzidas, mas aumentou as vendas internas de telefones celulares. As vantagens competitivas da indústria paulista de equipamentos de telecomunicações são as empresas de portes diversos com atuação em diferentes segmentos do setor, e a existência de uma ampla infra-estrutura científica e tecnológica.

Szapiro terminou a apresentação de seus estudos com as indicações de políticas para o aumento da competitividade do setor. Entre elas: o aumento de recursos destinados às atividades inovativas, em especial para investimentos em P&D da indústria; instrumentos para a melhoria e ampliação de formação e capacitação em novas tecnologias; e a criação de programas de universalização da banda larga no Brasil. “Isso beneficiaria a compra de equipamentos desenvolvidos e produzidos no nosso país”, completou.

A Indústria de Serviços de Telecomunicação encerrou a semana do Seminário “Uma Agenda de Competitividade para a Indústria Paulista”. Ministrado pelo pesquisador José M. Rios, o workshop mostrou os riscos que o setor apresenta: impactos da crise internacional de crédito sobre as decisões dos grandes atores internacionais; o preço elevado das tarifas dos serviços de telecomunicações; e as dificuldades na interação universidade-empresa.

José Rios destacou, em um momento da apresentação dos resultados de seu estudo, a importância de centros como o Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza para a vertente de pesquisa, desenvolvimento e inovação. “Isso porque existe atualmente uma lacuna significativa entre a formação tecnológica intensiva das universidades públicas e a baixa qualificação da população em geral, destoando das necessidades do setor”.

Com o fim do seminário, as colaborações do setor produtivo serão compiladas e o resultado geral dos cinco dias de apresentações e debates configurarão um plano estadual de aumento da competitividade paulista.

MAIS DESENVOLVIMENTO

Governo do Estado de São Paulo
Governo do Estado de São Paulo