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Tecnologia focaliza resgate de áreas contaminadas



13/12/2013

Organoclorados são substâncias tóxicas persistentes que acumulam-se nos tecidos dos organismos vivos, e entre eles encontra-se o hexaclorociclohexano, elemento químico também conhecido por HCH. Começou a ser empregado como inseticida na década de 1940, mas a descoberta de sua toxicidade provocou as primeiras proibições de uso no mundo a partir de 1968 e, no Brasil, em 1985. Com o objetivo de desenvolver e validar tecnologias para remediação de áreas contaminadas com este composto, o IPT iniciou o projeto-piloto “Desenvolvimento e validação de tecnologias para remediação de solo e água subterrânea contaminados com organoclorados”.  

A execução deste projeto-piloto contou com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE). Trata-se do primeiro projeto tecnológico do Instituto a receber financiamento do Fundo de Tecnologia do BNDES, o Funtec, instrumento de apoio de aplicação direta e não-reembolsável para projetos de pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e inovação emáreas de interesse nacional.

O investimento no projeto,ao longo de quatro anos,foi da ordem de R$ 15,8 milhões, dos quais R$ 14,24 milhões do banco, R$ 602 mil do IPT e R$ 980 mil do contratante do projeto, o DAEE. O objeto de estudo foi um terreno pertencente ao contratante localizado no bairro Vila Metalúrgica em santo André, onde havia sido autorizado o aterro com material proveniente da escavação e retificação do córrego dos Meninos, no município de São Caetano do Sul, em que sete células ocupam cerca de 10.500 metros quadrados com uma estimativa de cerca de 30 mil toneladas de solo contendo o HCH. “O BNDES aprovou o financiamento do projeto porque a problemática dos organoclorados é de interesse nacional. Nosso interveniente, o DAEE, tinha um problema prático, e ninguém melhor do que eles para avaliar a utilidade de nossos trabalhos e saber se atingiríamos a meta”, afirma Nestor KenjiYoshiwaka, responsável pelo Laboratório de Resíduos e Áreas Contaminadas do IPT.

Alternativas – Os estudos avaliaram o potencial de cinco alternativas tecnológicas para mitigar os problemas dos passivos ambientais: tratamento químico por oxidação ou solubilização, nanorremediação, biorremediação, dessorção térmica e fitorremediação, explica a pesquisadora e gerente do projeto, Sandra Lúcia de Moraes. “Todas as tecnologias tiveram um desempenho técnico eficaz na redução de massa de HCH, mas o tempo de diminuição para cada tecnologia é variado e apenas a tecnologia de dessorçãotérmica foi aplicada durante tempo suficiente para a redução de 100% do contaminante, mostrando-se a mais eficaz.”

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Governo do Estado de São Paulo
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