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SP quer reator nuclear multipropósito



15/04/2009

O diretor-superintendente do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), Nilson Dias Vieira Junior, e o diretor de projetos especiais, José Augusto Perrotta, apresentaram na última segunda-feira, 13 de abril, ao secretário de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, detalhes do projeto do reator nuclear multipropósito que poderá ser instalado em São Paulo.

Em análise pelo Governo Federal, o projeto prevê a construção e operação do novo reator, que apoiaria pesquisas em áreas como materiais e meio ambiente, incluindo a obtenção da matéria-prima necessária à produção do gerador de tecnécio, o molibdênio-99.

Durante a visita, Vieira Júnior expôs as atividades do Ipen relacionadas à produção de radiofármacos, substâncias radioativas utilizadas no tratamento e diagnóstico de diversas doenças, como câncer e problemas cardiovasculares. São realizados anualmente 3,6 milhões de procedimentos utilizando radiofármacos.

O superintendente do Ipen também fez um panorama sobre a comercialização dos produtos para mais de 300 clínicas e hospitais em todo o país, com destaque para o Flúor Marcado com Glicose (FDG) e o gerador de tecnécio.

O secretário de Desenvolvimento conheceu as instalações do novo acelerador de partículas cíclotron, onde ocorre a produção do flúor radioativo, insumo que depois é processado na área de radiofarmácia do Ipen e transformado no FDG. Atualmente, o instituto possui dois equipamentos cíclotron. O último entrou em operação em setembro do ano passado, para dar maior capacidade de produção e confiabilidade.

Na ocasião, o secretário lembrou ainda que, com o aumento da expectativa de vida da população, cresce também a incidência de casos de câncer e de problemas cardíacos e, portanto, os radiofármacos se tornam importantes ferramentas no combate a doenças.

O Ipen é uma autarquia vinculada à Secretaria de Desenvolvimento do Estado, gerida técnica e administrativamente pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

Radiofármacos
O FDG é empregado em exames oncológicos, cardiológicos e neurológicos de alta qualidade. Aplicado no paciente, concentra-se principalmente nas células cancerígenas, que possuem metabolismo celular intenso. Para visualizar as imagens, é necessário um equipamento sofisticado e de alta tecnologia. O tomógrafo PET (emissor de pósitrons) permite obter imagens com alta definição, especialmente nos tumores de difícil localização e de tamanho reduzido. Ao longo dos últimos anos, a utilização do FDG tem crescido de 25 a 30%. Vinte centros médicos possuem equipamentos PET no país.

As informações fornecidas pelo exame PET auxiliam no melhor diagnóstico do tumor e em muitos casos levam à mudança de conduta médica, possibilitando a redução de custos do tratamento. Quando o tumor é detectado, os exames para determinar seu estágio ajudam a determinar sua localização exata e se houve disseminação (metástase). O diagnóstico também permite que os médicos planejem melhor o tratamento. Em cardiologia, o FDG possibilita estudos sobre viabilidade do miocárdio, um músculo cardíaco. Na área de neurologia, permite identificar a ocorrência de demências.

Empregado no diagnóstico de tumores, funções renais, problemas pulmonares e hepáticos, o gerador de tecnécio é utilizado em mais de 85% dos exames na área de medicina nuclear. O tecnécio é produzido a partir do molibdênio-99, elemento obtido por meio de irradiações em reatores nucleares.

Atualmente, o Brasil possui quatro reatores de pesquisa em operação, sendo que apenas o reator IEA-R1, localizado no Ipen, em São Paulo, possui capacidade de produção de radioisótopos e irradiação de materiais. A vida útil deste reator é estimada em apenas mais 10 anos.

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Governo do Estado de São Paulo
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