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SP prorroga incentivos fiscais para setores produtivos



18/03/2011

Governador assina medidas com objetivo de estimular o crescimento econômico

O governador Geraldo Alckmin assinou nesta sexta-feira, 18 de março, decretos que prorrogam benefícios fiscais concedidos ao setor produtivo paulista até 31 de dezembro de 2012. As medidas, que beneficiam mais de 58 mil empresas de diversos segmentos industriais, têm o objetivo de reduzir o custo de produção e estimular o crescimento da economia no Estado de São Paulo.

Realizado no Palácio dos Bandeirantes, o evento teve a participação do vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Guilherme Afif Domingos, dos secretários Andrea Calabi, da Fazenda, Emanuel Fernandes, do Planejamento e Desenvolvimento Regional, e Sidney Beraldo, da Casa Civil.

Considerando toda cadeia ligada aos setores beneficiados, o impacto positivo dos incentivos deve se estender a 366 mil empresas. Os benefícios - que venceriam no final do mês - tiveram o prazo ampliado em 21 meses e devem promover novos investimentos, aumento da produção e geração de empregos. As medidas incluem ajustes das condições para concessão do direito para mais empresas do Estado.

"Tudo voltado para o emprego, mais empresas se instalando em São Paulo, mais investimento em São Paulo para gerar emprego e renda. E o outro objetivo é o consumidor final, é reduzir preço, é reduzir carga tributária para facilitar para o consumidor final. Esses são os grandes objetivos", declarou o governador.

Vice-governador Guilherme Afif Domingos destacou pró-atividade do Estado

Os decretos renovam redução de base de cálculo e diferimento do ICMS concedidos aos setores de autopeças, alimentos, brinquedos, instrumentos musicais, perfumaria e cosméticos, couros e calçados, papel higiênico, têxtil e vestuário e vinho. Antes da concessão inicial dos benefícios fiscais, em outubro de 2004, estes segmentos industriais registravam R$ 6 bilhões em arrecadação em toda a cadeia. Em 2010, o total anual arrecadado fechou em R$ 8,4 bilhões, com crescimento real de 40%, em parte em resposta ao estímulo do Estado.

Para o vice-governador Guilherme Afif Domingos, as medidas demonstram pró-atividade do governo. “É nossa obrigação defender as empresas instaladas no Estado e há uma predisposição do governo de atuar nesse sentido”, disse.

Segundo o secretário da Fazenda, Andrea Calabi, os benefícios renovados têm "a virtude de girar a roda da economia pela ampliação da capacidade de produção da indústria paulista", declarou. "Assim, não se incentiva individualmente uma empresa, mas todo o setor em que ela atua, usando mecanismos inteligentes, com baixo impacto na arrecadação imediata, mas também com alto potencial pela ampliação da escala de produção", completou Calabi.

Além da prorrogação, o Governo estabeleceu novos incentivos para os fabricantes paulistas:

* a fabricação de geladeiras, freezers, fogões e máquinas de lavar e de secar está sendo beneficiada com redução da base de cálculo do ICMS que diminuirá a carga tributaria a 7% nas saídas para o varejo. A medida desonera também importações de matéria prima e produtos intermediários, sem similar nacional, para fabricação destes produtos de linha branca e estabelece o diferimento de ICMS na aquisição de insumos para produção no Estado de São Paulo;

* a carga tributária para indústria de placas de madeira (MDF) cai para 7% por meio de redução da base de cálculo do imposto. O governo concede também o benefício de crédito outorgado de 5% para toda fábrica de móveis que adquirir MDF de produtor do Estado de São Paulo. O setor agroflorestal está contemplado com a desoneração das saídas de toras de madeira para produção de placas e pelo creditamento integral do tributo na aquisição de máquinas e equipamentos de manejo florestal;

* a produção de leite longa vida, iogurte e leite fermentado está sendo beneficiada com crédito outorgado nas saídas internas de fabricante paulista, em vigor até 31 de dezembro de 2011;

* o conjunto de medidas prevê também a concessão de diferimento parcial para a indústria de beneficiamento de amendoim;

* adicionalmente, empresas em fase pré-operacional passam a ter a possibilidade de obter regime especial na compra de bens de capital para o ativo imobilizado, com diferimento de ICMS;

* estão sendo implantados aperfeiçoamentos na aplicação de redução da base de cálculo para solventes;

* a lista de produtos do setor têxtil e de vestuário - que já se beneficia da prorrogação da redução da base de cálculo do ICMS - se amplia com a inclusão de mais seis itens: fibras têxteis de comprimento não inferior a 5 mm, telas de alta tenacidade de poliéster, edredom, pufes, almofadas e travesseiros.

O regime especial para recolhimento do imposto para setores submetidos à substituição tributária passa a vigorar até 31 de dezembro de 2012. A medida estabelece um prazo especial que permite recolher o tributo no último dia do segundo mês subsequente à operação e beneficia 23 segmentos industriais como o de brinquedos, produtos eletrônicos, material de construção, produtos de limpeza, medicamentos, entre outros. Confira aqui as medidas.

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