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SP faz mapa da energia limpa



30/10/2007

Goldman assina convênio com a Empresa de Pesquisa Energética (Gilberto Marques)

O Estado de São Paulo será o primeiro do país a fazer um levantamento da capacidade de produção de energia elétrica a partir do bagaço da cana-de-açúcar, que hoje é pouco aproveitado pelas usinas produtoras de etanol. Esse é o objetivo de um convênio assinado nesta segunda-feira, 29, entre o Governo do Estado e a Empresa de Pesquisa Energética. O governador em exercício Alberto Goldman participou da cerimônia, ao lado da secretária de Saneamento e Energia do Estado, Dilma Seli Pena.

“Temos que usar todas as nossas potencialidades em todos os campos possíveis. É evidente que se não tomarmos cuidados no devido tempo podemos ter problemas de falta de energia”, alertou o governador em exercício.

Goldman afirmou que o estudo tem um viés econômico de grande natureza, sobretudo, para dar mais solidez na atração de investimentos no Estado. “O planejamento permitirá mais garantia aos empresários de que os investimentos terão rentabilidade, segurança e liquidez para que possamos enfrentar as demandas do setor de energia em nosso Estado”, observou.

Com o protocolo, pretende-se, entre outras ações, elaborar o cadastro das usinas de co-geração da indústria canavieira, levantar a capacidade elétrica destas unidades e o estudo da rede elétrica paulista. Também estão previstas, para um horizonte de dez anos, a avaliação do potencial da oferta de bioeletricidade e a projeção da capacidade instalada de produção das usinas de co-geração da indústria paulista de açúcar e álcool.

Alberto Goldman disse que o fato dos paulistas apostarem nesta modalidade de geração de energia reduz possíveis problemas de falta de energia que o país pode enfrentar em 2011, embora projetos como a construção da usina do Rio Madeira e a produção de energia em Angra III estejam em andamento.”É um processo muito mais rápido e mais correto ambientalmente falando do que os projetos hoje em discussão”, comparou Goldman.

Para a Secretária Estadual de Saneamento e Energia, Dilma Seli Pena, com as informações será possível planejar a interligação das usinas de co-geração aos sistemas de transmissão e distribuição de energia elétrica. “Nosso objetivo é buscar soluções integradas para a inserção desta energia no sistema”, explica a Secretária Dilma Pena. “Quanto mais planejada essa ligação, mais eficiente será para o Estado e para a população de uma forma geral”, reforçou. Dilma previu um prazo de quatro a seis meses para que os técnicos da pasta possam concluir o estudo.

“Um dos gargalos identificados na co-geração foi a questão da conexão das usinas com a rede básica que nós estamos resolvendo a partir deste acordo com a EPE”, sublinhou Dilma. Outra informação da secretária é a de que um grupo discute em parceria com Secretaria Estadual da Fazenda a possibilidade de incentivos às indústrias do setor de co-geração. A iniciativa, avalia Dilma, alavancaria as vendas do setor e permitiria também que as usinas pudessem modernizar equipamentos, consequentemente elevando a produção. “Devemos apresentar uma proposta ao governador em novembro”, explicou a secretária.

A expectativa dos técnicos da secretaria comandada por Dilma é aumentar dos atuais dois mil megawatts provindos do bagaço, para quatro mil megawatts num período de quatro anos. Com o montante, é possível abastecer nove milhões de residências.

Hoje com 4,2 milhões de hectares de cana plantados, os paulistas são responsáveis por 72,4% da produção nacional de etanol e líderes nas exportações brasileiras do setor com US$ 5,65 bilhões em vendas externas somente em 2006. O gesto de Goldman reforça a política do governo paulista em fomentar a busca por energia limpa e renovável. Segundo a secretaria de Saneamento e Energia, apenas 6% dos 127 mil megawatts de energia elétrica consumidos todos os anos no Estado são produzidos com a utilização do bagaço da cana de açúcar.

Em setembro, o Governo do Estado e a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) formalizaram parceria com objetivo de facilitar os contratos entre usinas produtoras de energia elétrica a partir de biomassa e biogás e as distribuidoras.

Além do governador em exercício e da secretaria de Saneamento, prestigiaram a solenidade o presidente da EPE, Maurício Tolmasqui, o diretor da EPE Amilcar Gonçalves Guerreiro, além de técnicos e representantes do setor de cogeração.


Cleber Mata com Secretaria de Saneamento e Energia

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