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Seminário internacional debate parques tecnológicos



02/07/2010

Reunião contou com a participação de pesquisadores, empresários e especialistas

“A transferência tecnológica é um procedimento complexo, e nenhum órgão é capaz de garantir, sozinho, a eficácia nesta troca”. A opinião é de Alessandro Giari, presidente da associação italiana de parques tecnológicos e científicos, a APSTI, que participou nesta terça-feira, 14 de setembro, do 3º Seminário Paulista de Parques Tecnológicos. O evento foi organizado pela Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e o Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti).

Para compor um sistema de integração eficiente, as empresas, os governos e as universidades/centros de pesquisa são os organismos que, na denominação de Giari, constituem as “três hélices” para o sistema econômico operar de forma produtiva. “No Brasil e na Itália, a condição para a cooperação entre quem produz o conhecimento e as empresas é que ela esteja a cargo de especialistas. Isso pode ser feito em parques tecnológicos ou mesmo por meio da infraestrutura de serviços oferecida, mas o importante é que se reconheça a função dos integradores entre os dois”, afirmou Giari.

“Enquanto as grandes empresas já sabem quem pode fornecer as respostas às suas demandas tecnológicas, as pequenas empresas precisam de soluções que ainda não estão maduras para eles. A função dos integradores é fundamental neste caso, porque eles conhecem os serviços disponíveis para atender a estas demandas. É desta forma que o processo em cadeia mostra-se eficaz e, consequentemente, o sistema econômico cresce”.

A partir da ideia de que o conhecimento é o motor do desenvolvimento, Giari falou também dos benefícios da troca de informações entre Brasil e Itália e da importância de um evento como o seminário para a discussão da aplicação dos melhores resultados obtidos em cada país. Com base em uma pesquisa realizada com parte dos 31 parques científicos e tecnológicos que compõem a associação italiana, o presidente colocou o setor agroalimentar, a biotecnologia e as energias alternativas como os três setores de interesse comum para cooperação entre brasileiros e italianos.

Luciano Almeida, secretário de Desenvolvimento de São Paulo, também esteve presente no seminário e anunciou a finalização da implantação de um software para integração das informações dos parques tecnológicos, que estará disponível a partir de 2011. A ferramenta será um banco de dados de todas as universidades e de todos os institutos de pesquisa, com as iniciativas do Estado de São Paulo em P&D&I juntas em uma única fonte. Isso irá colaborar, explicou ele, para facilitar a identificação regional e o desenvolvimento de pesquisas tanto da iniciativa privada quanto pública.

Apresentações:

Sistema Paulista de Parques Tecnológicos

Sistema Brasileiro de Parques Tecnológicos

APSTI

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Governo do Estado de São Paulo
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