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Secretário Rodrigo Garcia assina projetos da Embrapii em parceria com o IPT



25/07/2013

Fonte: SDECT e IPT

Secretário participou do evento de assinatura que aconteceu no IPT (Fabiano Guimarães/SDECT)O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Rodrigo Garcia, participou hoje da assinatura dos primeiros contratos entre o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a Empresa Brasileira para Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

A iniciativa piloto conta com 10 projetos aprovados, orçados em R$ 23,4 milhões, e seis projetos a serem assinados ou em fase final de negociação, no valor de R$ 17 milhões. Seis em nanotecnologia, dois em biotecnologia, um em micromanufatura e um em novos materiais compõem o balanço dos 10 primeiros projetos em execução.

“Eu sou recém-chegado nessa Pasta e nestes dois meses de trabalho já pudemos observar o quanto o nosso Estado já contribuiu para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia do Brasil”, ressaltou Rodrigo.

O secretário aproveitou a oportunidade para reconhecer os desafios a serem enfrentados em termos de inovação e competitividade e saudou as empresas parceiras do Governo de São Paulo, envolvidas nos projetos. “Fico feliz pela confiança das empresas. Que essa iniciativa seja um grande exemplo para o desenvolvimento de outras ações de investimentos em pesquisa, ciência e tecnologia. A inovação tem pressa no Brasil”, reforçou Rodrigo.

O financiamento da Embrapii destina-se a projetos inovadores de áreas específicas de atuação dos três parceiros do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) que operacionalizam a iniciativa. O IPT atua em projetos de biotecnologia, nanotecnologia, microtecnologia e novos materiais metálicos, poliméricos e cerâmicos; o Instituto Nacional de Tecnologia (INT), do Rio, com as áreas de energia e saúde, e o SENAI-Cimatec, da Bahia, com automação e manufatura.

Do valor total do projeto, um terço vem da Embrapii, com base em repasse de recursos pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI) para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), e mais um terço de responsabilidade das empresas, o que totaliza dois terços de recursos financeiros não-reembolsáveis. O IPT aporta um terço restante como contrapartida provindos do Governo do Estado de São Paulo, o que envolve infraestrutura, equipamentos e suporte administrativo do Instituto.

As fases de tramitação do projeto no processo de seleção incluem a submissão propriamente dita e a negociação da propriedade intelectual. A apresentação do projeto é feita por um pesquisador do IPT, e os projetos são avaliados sob três aspectos: potencial de geração de inovação, risco tecnológico e potencial de geração de valor. Existe ainda a possibilidade de interação com outros modelos de apoio à inovação, como a Lei de Informática e a Lei do Bem, também criadas pelo Governo Federal para apoiar a inovação.

Segundo Zehbour Panossian, diretora de inovação do IPT, os projetos de pesquisas aprovados envolvem valores variáveis: “Quando pensamos nos nove projetos desenvolvidos para estas áreas, principalmente em nanotecnologia, estes valores não são pequenos. São números interessantes, já que não preveem compra de equipamentos, mas basicamente mão de obra e ensaios”, explica ela.

“A infraestrutura laboratorial foi adquirida durante o projeto de modernização do Instituto, iniciado em 2008, e especificamente no Núcleo de Bionanomanufatura, que é uma de nossas áreas de atuação na Embrapii, foram investidos pelo Governo de São Paulo R$ 25 milhões em obras civis e outros R$ 23 milhões em instalações e equipamentos. Esses investimentos reduzem substancialmente o impacto dos custos dos projetos que estão sendo negociados hoje”.

“O IPT sempre atuou pela demanda da empresa, e isso faz parte do DNA do Instituto. Enquanto a tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores das universidades em grande parte das vezes é realizada de acordo com as suas intenções de pesquisas para depois entrarem em contato com as empresas, institutos de pesquisa como o IPT já atuam há muito tempo com a lógica de atender às demandas e às necessidades das empresas, o que é a proposta da Embrapii”, afirma Zehbour.

“A novidade da Embrapii é que antes no Brasil não havia fontes de financiamento que avaliassem os projetos a partir desta perspectiva forte de mercado”.

As assinaturas de acordos para novos projetos de inovação serão aceitas até oito de dezembro de 2013.

Empresas parceiras do Projeto
A Natura atua no mercado de cosméticos, fragrâncias e higiene pessoal; a InterCement é a holding para os negócios de cimento do Grupo Camargo Corrêa; a Iharabras Indústrias Químicas tem uma linha de produtos para culturas agrícolas e também para o controle de pragas domésticas, como fungicidas e herbicidas; a Elekeiroz é uma produtora de intermediários químicos de uso industrial; a TheraSkin é uma indústria farmacêutica; o Instituto de Tecnologia e Estudos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Itehpec) é o braço tecnológico da associação brasileira do setor, e reúne no projeto Natura, Boticário e Yamá; já a Angelus é a única pequena empresa até agora na fase piloto do projeto da Embrapii com o IPT, desenvolvendo soluções em produtos odontológicos.

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Governo do Estado de São Paulo
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