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Secretário recebe deputado Giannazi e Takashi Morita, patrono da Etec Santo Amaro



13/03/2014

Reunião com o deputado Carlos Giannazi e representantes da Comunidade Japonesa  (Fonte: Ruy Jobim)O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Rodrigo Garcia, recebeu na tarde desta quinta(13/03), na sede da Pasta, o deputado estadual Carlos Giannazi e o patrono da Escola Técnica Santo Amaro e diretor-presidente da Associação Hibakusha - Brasil pela Paz, Takashi Morita. No encontro foi discutida a viabilização de intercâmbio cultural dos alunos da Etec para o Japão.

De acordo com o professor André Lopes Loula, a Etec Takashi Morita possui trabalho pedagógico para a conscientização dos males causados pelas bombas atômicas lançadas em Hiroshima e Nagazaki, durante a segunda guerra mundial. “Há dois anos alunos da escola participam do concurso cultural que leva os vencedores ao Japão e à Conferência do Desarmamento, realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra. Também recebemos alunos japoneses”, explica

Para o secretário Rodrigo Garcia o intercâmbio é muito importante para a troca de experiência entre os dois países, além de compartilhar história e conhecimento. “Vamos estudar a melhor forma para dar andamento à demanda apresentada”, explica.
Também participaram da reunião outros diretores da Associação Hibakusha, entre eles, Kunihiko Bonkohara, Junko Watanabe e Yasuko Saito, além do ex- aluno da Etec  e vencedor do concurso de 2012, Vinícius Carvalho.

Sobre Takashi Morita e Associação Hibakusha-Brasil

Aos 90 anos, Morita é um dos sobreviventes ao ataque em Hiroshima. Ex-policial militar, tornou-se relojoeiro antes de se mudar ao Brasil. Porta-voz dos sobreviventes no País, foi o primeiro hibakusha ("hibakusha" é um termo em japonês que denomina os sobreviventes da bomba atômica) a lutar por seus direitos perante o governo japonês e a divulgar o seu trabalho na sociedade brasileira.

A Associação Hibakusha-Brasil pela Paz  faz ações em parceria com a sociedade civil para disseminar a paz e dizer não à guerra e às armas nucleares. Por meio da Associação, Morita passou a ajudar os casos de pessoas que não conseguiam comprovar suas existências antes da Bomba, utilizando-se de uma rede de contatos no Japão e nos Estados Unidos. Nesse processo, os hibakusha desses países trocam informações entre si a fim de encontrar conhecidos e testemunhas que reconheçam as outras vítimas. As ações da Associação Hibakusha são uma extensão dos trabalhos de jovens de Nagasaki que trabalham pela mesma causa, ao redor do mundo.
 

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