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Secretaria libera recursos para o parque tecnológico



22/12/2010

Parque tecnológico será implantado em uma área de 300 mil m² no campus da USP

O Governo do Estado de São Paulo irá investir mais R$ 4,5 milhões na implantação do Parque Tecnológico de Ribeirão Preto. O secretário de Desenvolvimento, Luciano Almeida, assinou nesta terça-feira, 21 de dezembro, convênio com a Universidade de São Paulo (USP) para liberação de recursos que serão investidos na construção do centro tecnológico do parque. O empreendimento será voltado à pesquisa e ao desenvolvimento de produtos e processos inovadores nas áreas de saúde, biotecnologia, bioenergia e tecnologia da informação e comunicação (TIC), com destaque para produção de equipamentos médico-hospitalares, fármacos e cosméticos.

O acordo prevê a liberação de R$ 4,5 milhões do Governo do Estado para a construção de um prédio com três pavimentos e 3.160 m² de área construída. O edifício vai abrigar o centro tecnológico, que servirá de apoio para a atração de empresas, oferecendo serviços técnicos e laboratórios. O local contará com todo o suporte para o desenvolvimento de atividades de cooperação entre empresas de base tecnológica e instituições de pesquisa.

Parque tecnológico
O Parque Tecnológico de Ribeirão Preto será implantado em uma área de 300 mil m² no campus da USP – que compreende uma área total de 5 milhões de m², no bairro Monte Alegre. Em outubro de 2010, a Secretaria de Desenvolvimento já havia repassado R$ 2 milhões para a construção do edifício da incubadora e do núcleo administrativo. Com a assinatura do novo convênio, chegam a R$ 6,5 milhões os investimentos realizados pelo Governo do Estado no projeto.

O parque também pretende reunir um centro empresarial e um centro tecnológico de biotecnologia, além de Faculdade de Tecnologia (Fatec), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), laboratório da Fundação para o Remédio Popular (Furp) e laboratórios de pesquisa e desenvolvimento de natureza empresarial.

Potencialidades
Ribeirão Preto é reconhecida como um grande polo de saúde. O município está entre os primeiros do Brasil no ranking nacional na proporção médico por habitante. No total, existem cerca de 3 mil médicos na cidade, o que equivale a um profissional para cada 160 habitantes. A região concentra também um Arranjo Produtivo Local (APL) de equipamentos médico-hospitalares e odontológicos, que conta com cerca de 70 empresas, sendo 80% microempreendimentos que, juntos, empregam mais de 1.750 trabalhadores.

A rede de saúde de Ribeirão Preto desponta como uma das mais importantes e desenvolvidas do país, com 17 hospitais, 35 unidades de saúde, farmácias, clínicas e laboratórios. Integram a rede de saúde de Ribeirão Preto o Hospital das Clínicas e o Instituto da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, além das faculdades da USP, da Unaerp, do Centro Universitário Barão de Mauá, do Centro Universitário Moura Lacerda e da Unip.

Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec)
O projeto do Parque Tecnológico de Ribeirão Preto faz parte do Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec), criado pelo governo do Estado de São Paulo para dar apoio e suporte a essas iniciativas, com o objetivo de atrair investimentos e gerar novas empresas intensivas em conhecimento ou de base tecnológica. Segundo definição da International Association of Science Parks (Iasp), parques tecnológicos são empreendimentos criados e geridos com o objetivo permanente de promover pesquisa e inovação tecnológica, estimular a cooperação entre instituições de pesquisa, universidades e empresas, além de dar suporte ao desenvolvimento de atividades empresariais.

Esse tipo de empreendimento está em processo de consolidação por meio de estratégias de desenvolvimento de aptidões regionais, centradas na articulação entre instituições de ensino superior, poder público e organizações estatais e privadas, em áreas de potencial tecnológico. Nesse sentido, a expectativa é que as empresas se fortaleçam, potencializem as atividades e, com o auxílio da pesquisa institucional, alavanquem mercados globais e tecnologia de ponta.

No Estado de São Paulo, existem 30 iniciativas para implantação de parques tecnológicos, sendo que, 19 já estão com credenciamento provisório no SPTec: Araçatuba, Barretos, Botucatu, Campinas (três iniciativas: Polo de Pesquisa e Inovação da Unicamp, CPqD e CTI-TEC), Ilha Solteira, Mackenzie-Tamboré, Piracicaba, Ribeirão Preto, Santo André, Santos, São Carlos (duas iniciativas: ParqTec e EcoTecnológico), São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo (duas iniciativas: Jaguaré e Zona Leste) e Sorocaba.

Incentivos estaduais
As empresas que se instalarem em parques tecnológicos do SPTec poderão participar do programa estadual de incentivos fiscais, chamado “Pró-Parques”. Instituições de apoio e empresas de base tecnológica poderão utilizar créditos acumulados de ICMS ou diferir o imposto para pagamento de bens e mercadorias a serem utilizados em investimentos e no pagamento de ICMS relativo à importação de bens destinados ao ativo imobilizado.

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