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Reator do Ipen tem sua potência aumentada



10/08/2011

O núcleo do reator nuclear IEA-R1 fica imerso a cerca de 9 metros de profundidade

Localizado no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), o reator nuclear IEA-R1 teve sua potência aumentada para 4,5MW, no último dia 1º. A melhoria possibilitará a ampliação do atendimento à demanda para produção de radiofármacos – substâncias utilizadas no diagnóstico e no tratamento em medicina nuclear – e para a prestação de serviços de irradiação de amostras para pesquisa.

Na prática, o reator IEA-R1 produz elementos químicos que são empregados, por exemplo, na confecção dos radiofármacos usados no tratamento do câncer de próstata, para o alívio das dores em metástases ósseas e em diagnósticos e terapias para disfunções na tiróide, entre outros.

“Todos ganham com o aumento da potência: a instituição, os pesquisadores e principalmente, a sociedade brasileira. Nosso reator tem muito a oferecer até que o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) seja construído e, mesmo depois do início de sua operação”, explica Walter Ricci Filho, gerente-adjunto de Operação e Manutenção do Reator IEA-R1 (CRO).

Em operação desde 1957, o IEA-R1 tem por finalidade a irradiação de amostras para pesquisas com Física Nuclear, Radiofarmácia, Radioquímica, além de ser importante instrumento para o treinamento e formação de recursos humanos para a área nuclear.

Nas primeiras décadas, o reator operou a 2MW, embora seja projetado para atingir 5MW. A partir de 1994, passou a operar com 3 a 3,5MW. Ao longo do tempo, várias modernizações foram realizadas para permitir o aumento da potência: reformas no saguão da piscina, na sala de controle, nos sistemas de refrigeração, de aquisição de dados e na instrumentação.

O núcleo do reator IEA-R1 fica submerso em uma piscina, a cerca de nove metros de profundidade e possui 144 posições que permitem irradiações de materiais. Seu sistema possibilita irradiações mais breves e 9 tubos de irradiação horizontais (beam holes) são utilizados para pesquisas com feixes de nêutrons em física nuclear, física do estado sólido e pesquisas em terapia de câncer.

As reformas foram possíveis em razão de investimentos feitos pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e de projetos da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) em parceria com órgãos de fomento.

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