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Programa incentiva uso de madeira legal



19/03/2009

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) assinou nesta quarta-feira, 18 de março, o Programa Madeira é Legal. O objetivo da iniciativa é difundir e incentivar no mercado o uso de madeira legal e certificada.

Madeira legal é aquela que cumpre todos os requisitos quanto à documentação e pode ter origem tanto em áreas de manejo florestal como de extração autorizada por órgãos ambientais. Já a madeira certificada é a que não só está de acordo com a lei, mas também adota práticas sustentáveis do ponto de vista ambiental, social e econômico, promovendo o desenvolvimento das comunidades florestais.

No lançamento do programa foi apresentada pelo diretor do Centro de Tecnologia de Recursos Florestais (CT-Floresta) do IPT, Geraldo Zenid, a segunda edição do manual Madeira - Uso Sustentável na Construção Civil, elaborado pelo IPT, em parceria com a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo e SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo). A publicação promove a adoção de espécies alternativas nas especificações de projetos.

O diretor-presidente do IPT, João Fernando Gomes de Oliveira, afirmou durante o lançamento do programa que o conhecimento acumulado no instituto foi fundamental para dar suporte tecnológico ao programa. “É preciso conhecer o manejo da floresta, as propriedades das madeiras alternativas, os créditos de carbono, enfim, são diferentes dimensões que permitem criar as bases para a preservação das matas”.

De acordo com Oswaldo Poffo, pesquisador da área de sustentabilidade ambiental do CT-Floresta (Centro de Tecnologia da Recursos Florestais), as duas principais madeiras empregadas na construção civil – o pinho do Paraná e a peroba-rosa – estão em processo de extinção e por isso é importante que o mercado trabalhe com espécies substitutivas. “Quando você verifica as madeiras alternativas que estão sendo consumidas, descobre que esse número é muito baixo, não chega a 30”, explica.

O manual do IPT tem o cuidado de relacionar para o consumidor qual madeira pode substituir a que está em extinção em face de suas propriedades físicas e mecânicas. O leitor também pode verificar qual o uso na construção civil e em outras áreas. “Nós recomendamos 18 espécies, por exemplo, para a peroba-rosa, que têm aplicação em estruturas de cobertura, inclusive, espécies não-originárias da Amazônia, que são passíveis de reflorestamento, como até mesmo o eucalipto”, diz Poffo.

Com o desenvolvimento do Programa, os departamentos de compras nas corporações dos setores público e privado passarão a exigir o Documento de Origem Florestal (DOF), bem como certificados e outros instrumentos que possam conferir credibilidade ao insumo. Por isso, o projeto envolve a capacitação dos profissionais de compras.

Além do IPT, o programa também tem entre seus signatários o Governo do Estado de São Paulo, a Prefeitura de São Paulo, a ONG WWF-Brasil e entidades do setor de construção civil e indústrias que têm a madeira como matéria-prima.

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