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Progex auxilia empresas de pequeno porte



15/08/2007

O número de pequenas empresas em atividade no Brasil vem aumentando ano a ano, sendo possível observar o papel cada vez mais importante que ocupam dentro da economia e do setor industrial brasileiro. Apesar disso, abordar a questão das exportações nas empresas de pequeno porte ainda parece ser um desafio para muitos. E é nesse cenário que o Progex – Programa de Apoio à Exportação, uma parceria entre o Sebrae/SP, IPT e Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, com o apoio da Finep - vem atuando para incentivar as pequenas a conquistar novos mercados externos e aumentar a competitividade interna.

Para que as pequenas empresas atinjam a qualidade exigida internacionalmente e o volume de produção necessário para comercializar no exterior, precisam primeiro adequar seus produtos e processos industriais para que consigam as certificações internacionais. É o caso da KW, empresa de pequeno porte que buscou os serviços do Progex para adequar seus produtos e receber a certificação com custos reduzidos. “Nosso primeiro contrato no Programa foi firmado em 2004. E a nossa avaliação sobre todo o processo de atendimento e adequação prestado é bastante satisfatório, principalmente no quesito atendimento dos engenheiros e a parte técnica realizada”, relata João Cláudio Caleffi, analista de processos da KW.

Nos três anos de parceria com o Progex, a fabricante de equipamentos eletromédicos adequou importantes equipamentos da sua linha: Estimulador neuromuscular Trio KW Esthetic – aparelho que possibilita quatro tipos de tratamento: eletro estimulação por corrente galvânica, microcorrente galvânica, por corrente pulsátil e ionização por alta-freqüência; Kinesis Clinical Microcontrolled - estimulador neuromuscular, com tecnologia eletrônica microcontrolada e o Sonomaster Microcontrolado - equipamento para terapia por ultra-som, com tecnologia eletrônica digital e microcontrolada.

Direto para o exterior

Após a realização de testes nos laboratórios do IPT, baseados nas exigências das normas estabelecidas, a equipe técnica do Programa orienta sobre as alterações que devem ser realizadas nos produtos. Segundo Caleffi, as principais transformações técnicas realizadas nos equipamentos para correção das não-conformidades englobaram a utilização de transformadores com isolação dupla, fusíveis no secundário dos transformadores, simbologias em geral, novo layout de placas de circuito impresso, novos gabinetes em ABS, entre outras.

Com todas as adequações realizadas, a KW conquistou a marcação CE e hoje comercializa seus produtos no Mercosul e América Latina em geral. Entre os paises que a empresa registra uma melhor relação comercial estão a Colômbia e Venezuela. “A existência de programas como o Progex para empresas pequenas é muito importante. A oportunidade de trabalhar com um pessoal altamente qualificado e laboratórios equipados resultam em produtos de qualidade reconhecida e com valor agregado”, enfatiza Caleffi.

A preparação de uma empresa de pequeno porte para a exportação acaba por fortalecê-la na concorrência também no mercado interno, além de viabilizar a redução do custo de produção que, por conseqüência, contribui para diminuir os preços e aumentar a rentabilidade. “Normalmente, as empresas que passam pelo Progex se tornam exportadoras contínuas” afirma Mari Tomita Katayama, diretora do Núcleo de Atendimento Tecnológico à MPE.

Exemplos de pioneirismo e evolução Dentre as pequenas empresas que tiveram seus produtos adequados pelo Progex podemos destacar a Gigante, fabricante de equipamentos médicos para Recém-Nascidos (neonatais). Entres os produtos fabricados pela empresa está o berço aquecido, adequado pelo programa e hoje comercializado na América Central, América Latina e países da África. “Começamos com um produto e agora já adequamos quase a linha inteira. Sem o auxílio do Progex e do IPT, não teríamos condições de adptar e exportar em um curto espaço de tempo”, relata Henrique Vezono, diretor industrial da empresa. A equipe nos orientou muito, principalmente na adequação técnica e resolução dos problemas. “Melhoramos o produto em termos tecnológicos e agregamos valor e inovação”, completa Vezono.

Mais um exemplo de evolução e pioneirismo é a BioSensor, desenvolvedora de equipamentos médico-hospitalares, uma das primeiras clientes do Progex, desde 2001. “A Uniset, nossa marca de Linhas de Bombas de infusão, foi o primeiro equipamento eletromédicos nacional a passar nos rigorosos testes de compatibilidade magnética. No programa foram sugeridas modificações técnicas importantes e até mesmo no manual, que sofreu grandes mudanças seguindo as orientações dos técnicos. Esse produto teve uma evolução desde o início da adequação”, conta Eugênio Almeida, gerente geral da empresa.

Com a conquista das certificações, a BioSensor têm registrado crescimento nas suas exportações, com destaque nos mercado da América Latina. “O aumento do ano passado para 2007 foi gratificante, passamos de 15% da nossa produção voltada para a exportação para 50%, este ano O processo de adequação agregou muito à BioSensor, trouxe conhecimentos importantes e interessantes orientações técnicas e de produtos. Agora nós estamos em fase de finalização de outro processo de adequação junto ao Progex”, enfatiza Almeida.

Exportadoras na Hospitalar 2007 Na última edição da Feira Hospitalar, estavam presentes como expositoras diversas pequenas empresas do setor, que tiveram seus produtos adequados pelo Progex e que hoje possuem consistentes índices de exportação, como a Quarker, Bioset, Erwin Guth, Konex e Marc-Mil.

Sobre o Progex Criado em 1999, com a finalidade de prestar assistência tecnológica às micro, pequenas e médias empresas que pretendem ser exportadoras ou àquelas que desejam melhorar o desempenho no mercado externo. É uma parceria entre o Sebrae/SP, o IPT, a Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo. Desde 2001 é um programa nacional, com a cobertura do MCT e Finep, em parceria com o MDIC e a Camex.

(Colaboração de Pamela Gouveia, bolsista do programa Mídia Ciência da Fapesp no IPT).

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