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Presidente da Investe SP participa de debate sobre negócios na construção civil



10/03/2015

Fonte: Investe São Paulo

Durante painel, Juan Quirós ressaltou importância do apoio do Estado na superação de desafios como atrasos de obras e burocracia (Vanessa Portes/Investe São Paulo)O presidente da Investe São Paulo, Juan Quirós, participou na manhã da segunda-feira, 9 de março, da 11ª edição do ConstruBusiness – Congresso Brasileiro da Construção. O evento, que é promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), tem como objetivo estabelecer um canal de diálogo entre iniciativa privada e governo para discutir políticas públicas para a cadeia produtiva da construção.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, fizeram a abertura do congresso. Durante sua apresentação, Skaf reforçou a importância de parcerias entre a indústria e o governo e propôs elos com o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério das Cidades. “Precisamos trabalhar uma agenda de propostas em prol do desenvolvimento do Brasil. Não estamos olhando os interesses das empresas. Buscamos o interesse do País”, comentou.

Quirós foi um dos participantes do painel “Desenvolvimento Institucional e Ambiente de Negócios”, que reuniu também o presidente do TCU, ministro Aroldo Cedraz, o diretor do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Marcos Otávio Prates, e o presidente da Associação Ibero Americana de Estudos de Regulação (Asier), Floriano de Azevedo Marques Neto. O debate, que teve moderação do jornalista Ricardo Boechat, abordou os desafios que o setor da construção vem enfrentando nos últimos anos, tais como atrasos de obras, falta de governança e transparência, burocracia e insegurança jurídica.

Segundo o presidente da Investe SP, o Estado deve se empenhar em reduzir despesas e unir esforços com a iniciativa privada para enfrentar esses desafios. “As empresas precisam ter condições de continuar trabalhando para gerar emprego e renda e, com isso, contribuir para a eliminação da crise econômica, que assola tanto o setor da construção como todo o País”, afirmou.

O presidente do TCU destacou a necessidade da desburocratização. “Para diminuirmos os problemas de atrasos de obras, precisamos avançar em transparência, na melhoria dos métodos de trabalho e na informatização dos processos”, apontou.

Já o diretor do MDIC discutiu a importância da previsibilidade dos projetos e do combate à improvisação. ”É preciso melhorar a governança das instituições públicas e privadas e se investir mais no projeto das obras, dedicando, inclusive, mais tempo nesta etapa”, assegurou.

Quirós também defendeu mais atenção ao projeto construtivo. “Temos a cultura empresarial de investir pouco no projeto e mais na execução. A essência deve ser o projeto. Na Investe SP, por exemplo, ao se definir isso, buscamos o município que tenha a vocação para receber o empreendimento. Isso facilita a realização e diminui os entraves para sua concretização”, comentou.

Para o presidente da Asier, o problema não é burocracia em si. “O que critico é a visão de que a burocracia deve ser usada como fim e não como meio. Observamos isso quando ocorrem acidentes e problemas e a resposta é quase sempre a criação de mais regulamentação. Não é esse o caminho. Precisamos de uma burocracia mais organizada e que dê previsibilidade à ação do Estado”, expôs. O Construbusiness é realizado anualmente.

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