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Pesquisadores da Unesp ganham prêmio Pemberton



27/09/2013

Após a análise de cerca de 130 pesquisas acadêmicas recebidas de todo o país, o comitê científico do Prêmio Pemberton, iniciativa promovida pela Coca-Cola Brasil, definiu seus ganhadores. Maria Andréia Delbin ganhou na categoria de Pesquisa Básica e Carlos Henrique Sponton levou o prêmio na categoria Pesquisa Aplicada. Os dois pesquisadores são profissionais de Educação Física ligados ao instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro; ela como Jovem Pesquisadora, e ele, como doutorando. A premiação foi realizada em 25 de setembro, durante a cerimônia de abertura do XVII Congresso Brasileiro de Nutrologia.

Cada pesquisador ganhou R$ 20 mil e suas respectivas universidades receberão R$ 20 mil para investimento em equipamentos e infraestrutura, além de uma viagem para conhecer a sede da Coca-Cola em Atlanta, EUA. As pesquisas classificadas em 2º e 3º lugares receberam R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente, e uma visita ao Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Coca-Cola, no Rio de Janeiro.

“O objetivo da Coca-Cola com a realização do Prêmio Pemberton é incentivar o desenvolvimento de pesquisas e ao mesmo tempo dar visibilidade ao conhecimento fantástico que está sendo produzido nas universidades brasileiras que podem contribuir para o país se tornar mais saudável”, ressalta Marco Simões, vice-presidente de Comunicação e Sustentabilidade da Coca-Cola Brasil.

O estudo que ganhou na categoria Pesquisa Básica – que contempla os estudos desenvolvidos com animais de laboratório – mostrou que a prática regular de exercício físico promove melhoras com relação à disfunção erétil e à doença arterial periférica, mesmo para aqueles que mantêm uma dieta rica em gordura. “Fiquei muito feliz e surpresa de ver uma empresa privada acreditar em nossa pesquisa para o desenvolvimento da sociedade. É uma iniciativa muito importante. A organização do prêmio foi excelente, desde a logística até o alto nível do comitê de avaliação dos trabalhos. Foi muito gratificante participar do Prêmio Pemberton”, elogia Maria Andreia.

Para Carlos Henrique, que só decidiu participar após a prorrogação das inscrições, é uma satisfação ter sua pesquisa reconhecida. “Nós, pesquisadores, fazemos pesquisa com o objetivo de que alguém possa usufruir do nosso conhecimento. E quando temos esse reconhecimento, sentimos que estamos perto de nosso objetivo”, comemora. Sua pesquisa concluiu que existe uma alteração genética capaz de diminuir os efeitos benéficos do treinamento físico em pessoas com síndrome metabólica.

A pessoa mais orgulhosa da plateia era a professora Angelina Zanesco, professora do IB de Rio Claro, orientadora dos dois trabalhos ganhadores do Prêmio Pemberton. “É importante que a universidade seja enxergada pela sociedade e para isso temos que mostrar à população o que fazemos e para o que serve. Desenvolvemos novos conhecimentos para melhorar a saúde da população, o que vem ao encontro da iniciativa da Coca-Cola”, avalia.

“A Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) tem seu direcionamento a partir do tripé de saúde, bem estar e estímulo à pesquisa, alinhado à proposta da Coca-Cola. Por isso, vemos com bons olhos esse apoio à classe acadêmica que permite um investimento na produção científica de nossos professores ao estimular pesquisas em prol da saúde que poderão ser revertidas em benefícios à população”, comenta Durval Ribas Filho, presidente da Abran.

O Prêmio Pemberton tem apoio da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN) e Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

CLASSIFICAÇÃO FINAL

Pesquisa Básica
1º lugar
Maria Andréia Delbin
Pesquisa: redução do estresse oxidativo pelo treinamento físico aeróbio melhora as respostas relaxantes em artéria femoral e corpo cavernoso de ratos alimentados com dieta hiperlipídica.

Pesquisa Aplicada
1º lugar
Carlos Henrique Grossi Sponton
Pesquisa: o polimorfismo da posição intron 4b/a do gene NOS3 atenua a resposta da pressão arterial frente ao exercício físico aeróbio independente da presença de síndrome metabólica: um estudo crossover e duplo cego.

Fonte: Unesp

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