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Pesquisadora do IPT faz estágio em Berlim



19/02/2013

Fonte: IPT
 

Realização de medidas eletroquímicas em corpos de prova em laboratório do BAM (Divulgação)A arquiteta e pesquisadora Adriana de Araújo, do Laboratório de Corrosão e Proteção do IPT, participou do Programa de Desenvolvimento e Capacitação no Exterior (PDCE) do Instituto com o objetivo de adquirir conhecimentos teóricos e práticos na investigação e no monitoramento da corrosão de estruturas de concreto. O estágio foi realizado nas divisões ‘Corrosão na Engenharia Civil’ e ‘Métodos de Medição Não-Destrutivos para Avaliação de Danos’ do BAM – Federal Institute for Materials Research and Testing, localizado na cidade de Berlim (Alemanha), entre junho e outubro de 2012.

Financiado pela Fundação de Apoio ao IPT (Fipt), o estágio de cinco meses buscou a capacitação da pesquisadora para atender à expansão do Laboratório de Corrosão e Proteção que, desde 2009, dispõe de uma estrutura dedicada à construção civil, especialmente estruturas de concreto. A estratégia adotada pela unidade do IPT é de oferecer competências ainda pouco conhecidas no Brasil na avaliação da degradação das estruturas por meio de ensaios não-destrutivos e sensores embutidos no concreto de cobrimento.

As novas tecnologias estão em uso há muitos anos na Europa e nos EUA, e o BAM se destaca como uma das principais referências em infraestrutura, equipamentos de última geração e pessoal qualificado.

Os cinco meses de estágio mostraram à pesquisadora uma série de semelhanças na execução dos ensaios entre a instituição alemã e o IPT: a análise de corrosão das armaduras, por exemplo, é feita em conjunto com a determinação das condições física e química do concreto e da espessura do embutimento da armadura. No entanto, afirma Adriana, a atual linha adotada no BAM é de os estudos considerarem informações coletadas em campo com o uso de uma série de equipamentos de última geração: “Embora a análise conjunta dos resultados obtidos em uma série de ensaios não-destrutivos ainda seja uma tarefa difícil e nem sempre possível, esta abordagem está sendo a base de uma nova metodologia para avaliar a degradação das estruturas de concreto”.

Grande parte dos ensaios a que Adriana teve contato era realizada dentro de projetos desenvolvidos no BAM, e alguns em parceria com outros institutos. Alguns deles contemplavam a investigação da eficiência dos novos equipamentos, o que permitia aos pesquisadores adquirir experiência em sua operação e na interpretação dos resultados – com isso, novas tecnologias eram mais facilmente introduzidas nas atividades dos pesquisadores.

Entre os testes não-destrutivos feitos com equipamentos de última geração, a pesquisadora chama a atenção para o uso do radar, do ultrassom e do medidor de umidade, alguns deles associados em diferentes sistemas de medição automatizada – a pesquisadora destaca o sistema robótico móvel Betoscan para a avaliação da corrosão das estruturas com a associação de medidas eletroquímicas a outras não-destrutivas como um dos principais.

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