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Pesquisador dos EUA fala sobre publicação científica na Unesp



22/12/2014

Fonte: Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"

Gildásio S. de Oliveira Jr coordena pesquisas em Anestesiologia na da Universidade de Northwestern (Divulgação)A convite da professora responsável pelo Programa de Pós-Graduação em Anestesiologia, Norma Sueli Pinheiro Modolo, a Faculdade de Medicina (FM) da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) de Botucatu, recebeu nos dias 17 e 18 de dezembro, o coordenador de pesquisas do Departamento de Anestesiologia da Universidade de Northwestern, de Chicago, professor Gildásio S. de Oliveira Jr.

Gildásio, que é brasileiro, radicado no Canadá, ministrou a Disciplina Tópico Especial “Boas práticas em publicação científica”. Além disso, o convidado foi responsável por mais duas palestras: “Writing and Publishing Scientific Articles” e “Post-surgical Quality of Recovery”. Toda a programação se concentrou na sala 2 do Departamento de Anestesiologia da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB).

Em entrevista à Assessoria de Comunicação e Imprensa (ACI) da FM/Unesp, Gildásio argumenta que não só as limitações com a língua estrangeira, mas também a forma de escrever um artigo científico, influenciam na qualidade das publicações acadêmicas.  Segundo ele, há desafios importantes a serem enfrentados, entre eles, saber desenvolver a ideia central do projeto, escrever adequadamente o artigo, conhecer um pouco de estatística, e dominar a metodologia científica.

“Ter apoio na análise estatística ajuda bastante, mas não basta, por exemplo, ter a tradução do artigo para o inglês. A forma como os pesquisadores escrevem vai ajudar a ‘vender’ seu trabalho. É possível melhorar em 40% a qualidade do projeto se ele estiver bem escrito. Há técnicas para fazer isso corretamente”, garante.

Ainda de acordo com Gildásio, os pesquisadores brasileiros são bastante dedicados, mas é preciso que consigam mais colaboração. “Muitas ideias boas, trabalhos excelentes, acabam ficando perdidos em periódicos que poucas pessoas lêem, por falta de uma boa elaboração”, avalia. “O maior objetivo dos pesquisadores dos EUA hoje é conseguir recursos do governo americano, mas para isso precisam publicar bastante. Se ficar sem publicar, não é possível obter dinheiro para as pesquisas”, conclui.

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