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Pela ecologia e pelo Social



13/02/2007

O IPT sediou na semana passada, dias 7 e 8, o Congresso EcoSocial, uma realização do Instituto para o Desenvolvimento Socioambiental (Idesa), que contou com a participação de instituições de relevância no tema como o próprio IPT, a Petrobrás, a Cetesb, subprefeituras, Secretaria Nacional de Programas Urbanos, USP e Sabesp.

Representando a casa, Eduardo Soares de Macedo discorreu sobre a tecnologia para o controle de ocupação e mitigação dos impactos ambientais. A ocupação sem planejamento, causa de deslizamentos de terra, é um dos maiores problemas paulistas, juntamente com as enchentes, que, segundo sua avaliação, é resultado de uma crise econômica e social que pode ser solucionada a longo prazo. Segundo Macedo, a falta de orientação técnica para as populações de favelas construírem suas casas, a inexistência de legislação adequada para áreas suscetíveis e uma política habitacional e controle de ocupação historicamente ineficientes fazem com que se aumentem cada vez mais as áreas de risco no Estado.

Entre medidas adotadas pelo IPT para resolver ou amenizar a questão foram citadas a identificação de riscos, análises, medidas de prevenção, atendimentos emergenciais, informações públicas e treinamento. “Não existem soluções mágicas para este tipo de problema, é um problema complexo e precisa de múltiplas soluções combinadas”, disse Macedo. Acrescentou que para apoiar estas soluções existem estudos técnicos, entre eles as publicações do IPT, mapeamentos de regiões de risco e o treinamento que o instituto oferece às Defesas Civis para que estejam preparadas para retirar as pessoas dos locais de risco antes que os desabamentos ocorram “portanto, salvando vidas”, acrescentou Macedo na ocasião.

Especial importância o pesquisador deu à reinclusão das favelas nas áreas urbanas, através da instalação de rede de esgoto e água potável, sistema viário adequado, eletricidade, áreas de lazer, coleta de lixo, drenagem de águas pluviais, recolocação e melhoria das moradias. “Este é o caminho que temos que trilhar, porém, apesar dos esforços, imagino que somente daqui a 50 anos teremos o problema resolvido”, previu. Ressaltou ainda a importância de informar a população por meio de folders, campanhas e palestras. “Não dá para fazer plano secreto, porque não funciona. Uma coisa muito importante é a informação pública

Também estiveram entre os temas discutidos responsabilidade social Petrobrás, em que funcionários anunciaram o objetivo de alcançar a auto-suficiência em gás natural nos próximos três anos; ocupação de terras para obtenção de álcool e biodiesel; as necessidades de água e mananciais; uso urbano das áreas mananciais; controle da poluição; saúde pública; e a regularização fundiária.

Fonte: Site IPT

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