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Paulo Alexandre Barbosa recebe reitor da USP



27/05/2011

Secretário, reitor da USP e representantes da universidade debatem proposta (Ruy Jobim Neto/SDECT)

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado, Paulo Alexandre Barbosa, se reuniu nesta quinta-feira, 26 de maio, com o reitor da Universidade de São Paulo (USP), João Grandino Rodas, para discutir um termo de convênio que assegure a continuidade dos cursos e das atividades desenvolvidas na Escola de Engenharia de Lorena (EEL) e no Colégio Técnico de Lorena (Cotel).


Na prática, a proposta prevê que o pagamento dos salários de todos os servidores da EEL, em exercício na USP, será efetuado pela universidade a partir do repasse mensal dos recursos financeiros necessários por parte da Secretaria.

A USP efetuará, com seus próprios recursos, o pagamento de gratificação a esses servidores, que corresponderá à diferença de valor entre o salário pago pelo Governo e a tabela da carreira técnico-administrativa da USP, observada a função equivalente na estrutura da universidade. Os cerca de 300 servidores da escola integram um quadro especial em extinção vinculado à Secretaria.

“Queremos transformar a Escola de Engenharia de Lorena em um polo de engenharia na região do Vale do Paraíba, dobrando o número de vagas oferecidas em seus cursos de graduação”, destacou o reitor, no início do encontro, enfatizando que o novo acordo seria uma solução imediata para a situação desses funcionários. O convênio que regulamenta a forma em que se procede a prestação de serviços dos servidores da EEL à USP encerra sua vigência em agosto deste ano.

Segundo ele, o próximo passo será o encaminhamento de um projeto de alteração da lei de 2004, passando, de forma definitiva, o quadro funcional da Escola para a universidade. O secretário se mostrou receptivo à proposta e assegurou ao reitor e aos representantes da universidade que encaminhará a minuta do convênio e agilizará a apreciação do documento.

Na universidade, a minuta do convênio passará por análise e aprovação dos órgãos colegiados e do Conselho Universitário antes de sua assinatura com a Secretaria. Além do reitor, estiveram presentes ao encontro a coordenadora de Ensino Superior da Secretaria, Fernanda Montenegro Menezes; o chefe de Gabinete da Reitoria, Alberto Carlos Amadio; o coordenador de Relações Institucionais, Wanderley Messias da Costa; a procuradora-chefe Ana Maria da Cruz; o diretor da EEL, Nei Fernandes de Oliveira Júnior, além dos representantes do Sindicato dos Trabalhadores da USP, Magno Carvalho e Victor José do Amaral Alves.

História
A Escola de Engenharia de Lorena, extinta Faculdade de Engenharia Química de Lorena (Faenquil), foi fundada em 1969. Oferece cursos de graduação em Engenharia Química, Engenharia Industrial Química, Engenharia Bioquímica e Engenharia de Materiais; e mestrado em Engenharia Química, mestrado e doutorado em Engenharia de Materiais e em Biotecnologia Industrial. Oferece também ensino médio e técnico em Química.

Obteve destaque na pesquisa nacional por ter ajudado a originar o Programa Nacional do Álcool (Proálcool). Da mesma forma, o projeto de refino e purificação de nióbio metálico, desenvolvido no final da década de 70 até 2000, no Departamento de Engenharia de Materiais, deu ao Brasil autonomia tecnológica no setor e possibilitou a exportação desse metal, utilizado, por exemplo, na fabricação de supercondutores.

A incorporação dos cursos e do patrimônio da Escola à USP foi aprovada pelo Conselho Universitário, em 21 de março de 2006. Em maio do mesmo ano, foi assinado, pelo então governador Cláudio Lembo, o decreto nº 50.839, regulamentando a extinção da Faenquil e a transferência dos cursos e de seu patrimônio para a USP, incluindo o colégio técnico vinculado àquela faculdade. Em agosto de 2006, foi assinado convênio de regulamentação da prestação de serviços dos servidores da faculdade à USP. A Faenquil passou, então, a se chamar Escola de Engenharia de Lorena (EEL).

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