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Parque Tecnológico de Botucatu recebe investimentos



20/02/2010

Com o convênio, parque tecnológico receberá suas primeiras instalações

O Parque Tecnológico de Botucatu vai receber investimentos para construção de suas primeiras instalações físicas. O convênio foi assinado neste sábado, 20 de fevereiro, pelo secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e pelo prefeito João Cury Neto. O local será voltado principalmente à área de bioprocessos – procedimento tecnológico que utiliza sistemas biológicos, componentes e derivados de organismos vivos – para produção de medicamentos, insumos médico-hospitalares, produtos de agropecuária sustentável e também para prestação de serviços ambientais.

De acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento, a iniciativa trará novos investimentos para a região. "Botucatu contará com um grande empreendimento, capaz de melhorar a vida das pessoas, estimulando o avanço tecnológico e a geração de emprego e renda para a população", afirmou.

O prefeito de Botucatu também destacou o potencial do projeto. "Com a criação do parque tecnológico, poderemos transformar estudos em produtos, produtos em negócios, e negócios em empregos", disse.

O convênio prevê a construção de um prédio, onde será implantado o núcleo administrativo do parque tecnológico, com 1.274 m², que contará com salas de treinamento, instalações para coordenadoria, contabilidade, compras, manutenção e sala de espera, além de recepção, copa, sanitários, área de atendimento, hall, centro de exposições e anfiteatro. Também está prevista a construção da portaria do parque e da infraestrutura interna e externa: alambrado, ruas asfaltadas, guias, sarjetas, calçadas, instalações elétricas, iluminação, rede de água, esgoto e escoamento de águas pluviais.

Parque tecnológico
O Parque Tecnológico de Botucatu será implantado em duas áreas, que somam 286 mil m² – equivalentes a 34,6 campos de futebol com as mesmas dimensões do Maracanã. O projeto tem como objetivo principal incentivar e promover o desenvolvimento socioeconômico sustentável da região, fomentando a inovação tecnológica em bioprocessos, compostos para fins industriais, fitoterápicos (produtos feitos com plantas medicinais), sistemas de produção agropecuários sustentáveis, produtos orgânicos, biorremediação (uso de microorganismos para recuperação de áreas contaminadas), controle biológico, serviços ambientais, caracterização e uso de resíduos e produtos naturais da fauna e da flora.

As áreas ficam localizadas à margem da Rodovia Gastão Dal Farra, a 3 km da Rodovia João Hipólyto Martins (SP-209) – que liga a Rodovia Castelo Branco a Botucatu. Os locais estão estrategicamente posicionados nas proximidades da Faculdade de Tecnologia (Fatec), do aeroporto municipal, da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), do Centro de Treinamento da Prefeitura e da Estância Demétria.

Estudos de viabilidade
A Secretaria de Desenvolvimento e o município de Botucatu já haviam firmado outro convênio, em dezembro de 2009, para elaboração do projeto de Ciência, Tecnologia e Inovação do parque tecnológico. Trata-se de um conjunto de estudos que comprovam a viabilidade técnica, econômica e ambiental do projeto, além da elaboração do texto jurídico que assegura cooperação técnica e proposição de legislação municipal de incentivo às entidades que venham a se instalar no local.

Potencialidades
Botucatu possui um forte potencial na área de ciência e pesquisa biológica, com a instalação de cinco unidades da Unesp: Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB), Hospital das Clínicas de Botucatu, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) e Instituto de Biociências (IB), além de uma Escola Técnica (Etec), uma Fatec do Centro Paula Souza e outras universidades. Para trabalhar em parceria com o novo empreendimento, a iniciativa privada da região dispõe de uma liderança tecnológica expressiva em seus segmentos de atuação, com a concentração de micro, pequenas, médias e grandes empresas, como Embraer-Neiva, Eucatex, Duratex, Caio Induscar e Grupo Centroflora.

A cidade também conta com duas incubadoras de empresas, sendo que, uma delas, de base tecnológica, recebeu, em 2005, o Prêmio Incubadora do Ano, considerada como melhor Programa de Incubação de Empreendimentos Inovadores Orientados para o Desenvolvimento Local e Setorial do País, pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).

Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec)
Parques tecnológicos são empreendimentos para a promoção de ciência, tecnologia e inovação. São espaços que oferecem oportunidade para as empresas do Estado transformarem pesquisa em produto, aproximando os centros de conhecimento (universidades, centros de pesquisas e escolas) do setor produtivo (empresas em geral). Esses ambientes propícios para o desenvolvimento de Empresas de Base Tecnológica (EBTs) e para a difusão da Ciência, Tecnologia e Inovação transformam-se em locais que estimulam a sinergia de experiências entre as empresas, tornando-as mais competitivas.

O governo do Estado de São Paulo criou o Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec), que dá apoio e suporte aos parques tecnológicos, com o objetivo de atrair investimentos e gerar novas empresas intensivas em conhecimento ou de base tecnológica, que promovam o desenvolvimento econômico.

No Estado de São Paulo, existem 30 iniciativas para implantação de parques tecnológicos, sendo que, 11 já estão com credenciamento provisório no SPTec: Barretos, Botucatu, Campinas (Polo de Pesquisa e Inovação da Unicamp), Piracicaba, Santos, São Carlos (duas iniciativas: ParqTec e EcoTecnológico), São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo (Jaguaré) e Sorocaba.

Incentivos
As empresas que se instalarem nos parques tecnológicos do Estado poderão participar do programa de incentivos fiscais, chamado “Pró-Parques”. Instituições de apoio e empresas de base tecnológica poderão utilizar os créditos acumulados do ICMS apropriados ou diferir o imposto para pagamento de bens e mercadorias a serem utilizados na realização de projetos de investimento no próprio parque tecnológico e também no pagamento do ICMS relativo à importação de bens destinados ao seu ativo imobilizado. "O diferimento de ICMS para as empresas é mais um grande atrativo para a formação do parque", destacou o prefeito.

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Governo do Estado de São Paulo
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