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NCD lança linha de crédito para projetos sustentáveis



15/03/2010

Seminário marcou lançamento da nova linha de crédito da Agência de Fomento Paulista

O governador José Serra lançou nesta segunda-feira, 15 de janeiro, durante o 1º Seminário Economia Verde, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, a nova linha de crédito da Agência de Fomento Paulista, a Linha Economia Verde. Criada com base na Política Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC - Lei 13.798), que define uma meta de redução de 20% das emissões de gases de efeito estufa até 2020, a linha oferece uma das menores taxas de juros do mercado, 6% ao ano, corrigido pelo IPC-FIPE, e prazo de até 5 anos para pagamento, com até 1 ano de carência e financiamento de 100% do projeto.

A linha é voltada a pequenas e médias empresas paulistas para projetos da agroindústria, mudança de combustíveis, saneamento, tratamento e aproveitamento de resíduos, energias renováveis, eficiência energética, transporte, processos industriais, recuperação florestal em áreas urbanas e rurais e manejo de resíduos. "É inovador em São Paulo e no Brasil. A linha está voltada a mudanças climáticas, ou seja, vai financiar todos os procedimentos que lidam com o processo produtivo na economia do gás estufa", disse o governador durante o evento.

De acordo com o presidente da Agência de Fomento Paulista - Nossa Caixa Desenvolvimento, Milton Luiz de Melo Santos, a Economia Verde é a mais completa linha de crédito voltada à diminuição da emissão de carbono nos processos produtivos do Estado de São Paulo. "A Nossa Caixa Desenvolvimento, seu Conselho de Administração e a Secretaria do Meio Ambiente trabalharam caprichadamente neste projeto", completou.

Para ter acesso à Linha Economia Verde, os interessados podem acessar o site da Nossa Caixa Desenvolvimento (www.nossacaixadesenvolvimento.com.br) ou entrar em contato com uma das entidades parceiras da Agência de Fomento Paulista.

Cerimônia foi realizada no Parque do Ibirapuera, em São Paulo

Aniversário
O lançamento da Linha Economia Verde marca também o primeiro ano de atuação da Agência de Fomento Paulista como uma ferramenta para o desenvolvimento das empresas de pequeno e médio porte, por meio de linhas de financiamento para investimentos com juros abaixo do mercado.

Com apenas 12 meses de existência, a Agência de Fomento Paulista já desponta como uma das mais fortes ferramentas do Governo do Estado para o incentivo à expansão de investimentos. Mais de 155 empresas já contrataram as linhas de financiamento da Agência de Fomento Paulista, que tem o valor de mais de R$ 170 milhões em créditos aprovados. Já foram desembolsados R$ 47 milhões, em recursos próprios, para pequenas e médias empresas paulistas de diversos setores - em especial ao setor de fabricação de máquinas. A agência também é repassadora do BNDES.

A Agência de Fomento Paulista atua de maneira diferente de um banco comercial. Uma das vantagens para o empresário é que não há exigências de abertura de conta, nem há obrigatoriedade de contrapartidas. O empresário também não precisa se dirigir a um banco, e sim encaminhar a sua documentação via entidade de classe, para obter o limite de crédito. O modelo de negócio é mais rápido e focado na necessidade do cliente.

Seminário Economia Verde
Realizado em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente, o Seminário Economia Verde teve como objetivo levar a reflexão para empresários, executivos, formadores de políticas públicas, estudiosos e sociedade sobre o atual modelo de produção e as transformações necessárias para o desenvolvimento de uma Economia Verde, de baixa emissão de gases de efeito estufa, no Estado de São Paulo.

No evento, especialistas no assunto trataram de diversos temas do desenvolvimento sustentável, como o ecossocioeconomista Ignacy Sachs; José Goldemberg, professor do Instituto de Eletroeletrônica da USP e Fabio Feldmann, secretário-executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas e Biodiversidade no painel "Cenários e perspectivas" que, moderado pelo cientista político e comentarista do tema Ecopolítica, Sérgio Abranches, mostrou como a academia enxerga a questão de uma economia de baixo carbono.

O outro painel, "O setor produtivo e a Economia Verde", contou com a participação de Fernando Almeida, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Rachel Biderman, coordenadora-adjunta do Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Eaesp) e Carlos Del Pupo, diretor do Instituto Tótum, especializado em certificação de projetos de compensação ambiental. No painel, os expositores deram a visão do setor empresarial para o tema.

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