carregando...

VÍDEOS

ÓRGÃOS VINCULADOS

Notícias

Notícias

Mulheres já são 43% do total de cientistas em SP



14/03/2011

Houve grande crescimento em áreas antes dominadas por homens, como a Engenharia

De acordo com levantamento feito pela Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesp), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, das 19.678 solicitações iniciais de apoio à pesquisa apresentadas à Fapesp, em 2010, 42% foram feitas por mulheres. O percentual tem crescido continuamente desde 1992, quando foi de 30%. A taxa de sucesso global, definida como o número de propostas aprovadas dividido pelo número de propostas analisadas no ano, foi de 61% para as mulheres e 60% para os homens.

Para as grandes áreas de Ciências da Saúde, Ciências Agrárias e Engenharia, observa-se um crescimento forte na proporção de mulheres. Em Ciências da Saúde, o percentual cresceu de 34%, em 1992, para 54%, em 2010; para Ciências Agrárias, foi de 23%, em 1992, para 40%, em 2010. No caso da Engenharia, a participação feminina quase triplicou, passando de 8% para 22% no mesmo período.

Nas grandes áreas de Ciências da Saúde, Ciências Humanas e Linguística, Letras e Artes, mais da metade dos solicitantes é do sexo feminino. Em Ciências Biológicas, a tendência é de crescimento na participação das mulheres, que passou de 42%, em 1992, para 48%, em 2010.

Entretanto, os dados indicam que, apesar de maioria, há um ligeiro decréscimo do número de solicitantes mulheres nas áreas tradicionalmente com forte presença feminina, como Ciências Humanas, que caiu de 56%, em 1992, para 52%, em 2010, e Linguística, Letras e Artes, que passou de 57% para 52%, no mesmo período. Em contrapartida, o percentual de crescimento é significativo em áreas com forte presença tradicionalmente de homens, como Ciências Agrárias e Engenharia.

De 1992 a 1998, houve um forte aumento na quantidade de pesquisadores, homens ou mulheres, que solicitaram apoio à Fapesp, a uma taxa média de mais de 730 pesquisadores por ano. De 1998 a 2003, houve estabilidade na quantidade de pesquisadores, com um número total em torno de 7 mil.

De 2003 a 2010, observa-se uma retomada do crescimento na quantidade de pesquisadores, agora com uma taxa média de crescimento de 267 pesquisadores por ano.

Durante todo o período de 1992 a 2010, o número de pesquisadoras evoluiu obedecendo ao mesmo padrão de curto prazo do crescimento de pesquisadores do sexo masculino, mas, na média, a intensidade de crescimento no número de pesquisadoras foi ligeiramente maior, o que levou a um aumento na proporção de pesquisadoras.

Leia o relatório completo com gráficos comparativos em: www.fapesp.br/publicacoes/indicadores/032011.pdf

MAIS DESENVOLVIMENTO

Governo do Estado de São Paulo
Governo do Estado de São Paulo