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Menor impacto ambiental e maior produtividade agrícola



27/02/2014

Fonte: Camila de Almeida Melo / UNESP

O uso dos fertilizantes é essencial na produção de alimentos em grande escala. Porém a aplicação indiscriminada dos fertilizantes atualmente comercializados no Brasil traz como consequência a contaminação do ambiente devido ao excesso de nutrientes que são disponibilizados.

São pontos negativos para todos os setores. O produtor investe nestes produtos para aumentar a produtividade, porém as perdas dos nutrientes chegam até 60%, fazendo com que maiores quantidades precisem ser aplicadas para um rendimento considerável. Para o ambiente, seja os corpos aquáticos, seja os solos, a contaminação pelo excesso de nutrientes perdidos acaba por influenciar na qualidade e assim torná-los impróprios para o uso.

O fertilizante desenvolvido e patenteado pelo Prof. Dr. André Henrique Rosa, em parceria com a sua aluna de doutorado Camila de Almeida Melo e o Prof. Dr. Leonardo Fernandes Fraceto, todos da Unesp de Sorocaba, é considerado de liberação lenta uma vez que disponibiliza os principais micronutrientes essenciais às plantas de maneira lenta para o ambiente. Segundo o Prof. Rosa “Os fertilizantes de liberação lenta são uma alternativa para aumentar a eficiência, diminuindo custos e aumentando a produtividade agrícola”. 

A utilização do fertilizante de liberação lenta desenvolvido pela equipe traz diversas vantagens. Uma vez que os micronutrientes são liberados conforme a necessidade das plantas, e, portanto, as perdas são minimizadas, a quantidade empregada de fertilizante e as despesas na aplicação são reduzidas. Por o fertilizante de liberação lenta desenvolvido conter em sua fórmula matéria orgânica, esta acaba sendo agregada aos solos promovendo uma melhora na qualidade e também influenciando na retenção de água. E também, principalmente, como ressaltado pela aluna Camila Melo “o fertilizante de liberação lenta minimiza a contaminação ambiental e os efeitos tóxicos para a biota pois evita a disponibilização do excesso dos nutrientes.”

O depósito da patente do fertilizante de liberação lenta foi feito pela Agência Unesp de Inovação (AUIN) no dia 6 de fevereiro de 2014, véspera da defesa e aprovação da Tese da aluna Camila Melo. “A AUIN cuidou de todo o processo de patente com muita eficiência e rapidez. O apoio à pesquisa recebido da Fapesp para o desenvolvimento do projeto e bolsa de estudos de Doutorado para a Camila foram fundamentais”, afirma o Prof. Rosa. Os pesquisadores agora trabalham na divulgação dos resultados para a comunidade científica e industrial e também no aprimoramento do fertilizante.

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