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Luz no fim do túnel



14/05/2007

No último dia 2 de maio o IPT cumpriu integralmente os prazos previstos no Termo de Ajustamento de Conduta, o TAC, estabelecido pelo Ministério Público Estadual envolvendo IPT, Metrô e Consórcio Via Amarela. Naquele dia foi entregue ao Consórcio o relatório de auditoria sobre laudo de vistoria técnica referente à 23ª frente de obras da linha 4 do Metrô.

Desde a assinatura do TAC, no dia 15 de fevereiro, o IPT emitiu também relatórios de auditoria complementares. Eles contêm análises de medidas adotadas para eliminar aspectos que impediriam a retomada das obras, o que não ocorrerá imediatamente após sua liberação, pois depende da reorganização dos trabalhos. O último relatório de auditoria complementar foi entregue no dia 8 de maio e contém opiniões técnicas referentes a nove frentes: Caxingui-Morumbi, Caxingui-Três Poderes, Vila Sonia-Morumbi (pátio de manobras), Morumbi-Vila Sonia, Acesso Bianor, Butantã-Três Poderes, Estação Morumbi, Estação Oscar Freire e Estação Luz.

A eliminação dos impedimentos pelos técnicos do IPT não implica, automaticamente, na liberação das frentes. Cabe ao Metrô e, em última instância, ao Ministério Público Estadual a prerrogativa de liberar as frentes de obras. Esta decisão baseia-se nas opiniões técnicas emitidas pela equipe do IPT nos relatórios de auditoria. Além das opiniões técnicas, os relatórios do IPT contêm uma série de recomendações sobre medidas a serem adotadas em diversas frentes, visando à segurança na seqüência dos trabalhos, conforme preconizado pelo TAC. Caberá ao Metrô fiscalizar sua implementação. A elaboração destes documentos contou com o trabalho de cerca de 50 profissionais do Instituto entre engenheiros, geólogos e técnicos - muitos deles doutores e mestres - com ampla experiência nas respectivas áreas.

O trabalho técnico realizado pelo IPT nesta fase resultou na elaboração pioneira de diversos procedimentos não-habituais na Engenharia nacional. Sua implementação nas frentes de obras dependerá de tempo para adaptação das equipes. Esses procedimentos concorrem para a segurança dos trabalhadores, das populações e dos bens públicos e privados no entorno das obras.

Alguns desses procedimentos introduzem mudanças exemplares:

· Criação de Comitês Locais de Gestão de Riscos nas 23 frentes de obras. Cada Comitê será composto por quatro técnicos com funções específicas e um responsável, que será o atual engenheiro de produção da frente. A cada turno de trabalho o responsável pelo Comitê examinará uma check-list com diversos itens de segurança previamente checados por seus colaboradores. Caso esteja tudo em conformidade, ele assinará documento responsabilizando-se tecnicamente pela segurança dos trabalhos nas próximas oito horas. Estes Comitês estarão sob a coordenação geral de um Comitê Supervisor. Assim, a segurança em cada frente de obra terá, literalmente, nome e sobrenome.

· A instrumentação da obra poderá determinar correções nos valores de referência do projeto como, por exemplo, recalques. Isto ocorrerá em cada etapa das escavações e sempre que as leituras estiverem se aproximando do valor de referência estabelecido no projeto. Nesta situação hipotética será necessária a reavaliação dos parâmetros do maciço obtidos na frente de escavação. Introduz-se o conceito de retroanálise de dados do projeto, comparativamente aos apurados na instrumentação.

· Deverão ser executados furos exploratórios em todas as frentes de obras (lote 2). O objetivo é identificar a situação do solo e da rocha, como preconiza o NATM (New Austrian Tunnelling Method), permitindo o avanço seguro das escavações, sem surpresas.

Fonte: IPT - Assessoria de Comunicação - Imprensa João Garcia MTb. 13.465 Tel. 11 3767.4720 iptnot@ipt.br

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