carregando...

VÍDEOS

ÓRGÃOS VINCULADOS

Notícias

Notícias

Lei de Inovação é tema de evento em Botucatu



23/11/2009

Evento foi realizado no Campus Fazenda Lageado da Unesp Botucatu (Divulgação/Unesp)

A Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, em parceria com a Agência Unesp de Inovação, promoveu nesta segunda-feira, 23 de novembro, o II Seminário Paulista de Inovação e Parques Tecnológicos. O evento foi realizado no Campus Fazenda Lageado da Unesp Botucatu e teve como objetivo debater os avanços da Lei Paulista de Inovação (Lei Estadual 1.049/2008). O seminário também foi marcado pela assinatura do termo de implantação da Agência Unesp de Inovação no município.


Na abertura do encontro, o secretário-adjunto de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Luciano de Almeida, destacou a importância da criação da Lei Paulista de Inovação para a transformação do conhecimento em oportunidades. “Havia uma lacuna sobre como deveriam ser feitas as parcerias entre os institutos de pesquisa e o setor produtivo. Portanto, a lei veio esclarecer isso”. Ele também anunciou a intenção de criar uma nova política pública para ciência, tecnologia e inovação no Estado de São Paulo. “Será um plano a médio e longo prazo para que possamos estabelecer metas em ciência e tecnologia com a intenção de continuar tendo destaque em pesquisa. Afinal, hoje, São Paulo produz 55% do conhecimento científico do Brasil”, ressaltou o secretário-adjunto.

Secretário-adjunto destacou importância da lei para o avanço da pesquisa em CT&I (Divulgação/Unesp)
O debate foi considerado fundamental pelo reitor da Unesp, Herman Cornelis Jacobus Voorwald, em razão do papel que as universidades públicas exercem atualmente. “Antigamente, esperávamos das universidades somente a formação de bons profissionais. Hoje, as universidades públicas têm como atribuição uma responsabilidade sobre o desenvolvimento da ciência, da tecnologia, do empreendedorismo e da inovação. Debates como esse são atos indutores fundamentais, no sentido de proteger as ideias dos nossos pesquisadores, por meio do registro da propriedade intelectual”, destacou Voorwald.


No encerramento do evento, o coordenador de Ciência, Tecnologia e Inovação da Secretaria de Desenvolvimento, Pedro Primo Bombonato, destacou alguns dos itens mais relevantes da Lei Paulista de Inovação que permitem à universidade entrar em um novo ciclo, com outra cultura e perspectiva. “O sistema que determina que o Estado deve ser o único suporte da universidade está se exaurindo gradativamente. O conhecimento precisa gerar riqueza para que haja recursos para novos investimentos. A Lei de Inovação traz um ponto de equilíbrio para o processo de mudança que estamos vivendo, em que o setor privado não deve determinar como fazer uma pesquisa, mas pode sinalizar suas necessidades”, disse.

Pedro Bombonato ressaltou parcerias entre institutos de pesquisa e setor privado (Divulgação/Unesp)
O II Seminário Paulista de Inovação e Parques Tecnológicos também teve a participação do diretor da Faculdade de Ciências Agronômicas, professor Edivaldo Domingues Velini; do diretor-presidente da Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais, professor Iraê Amaral Guerrini, do prefeito João Cury Neto e do presidente da Câmara, Reinaldo Mendonça.


Lei Paulista de Inovação
Com o objetivo de intensificar a integração dos centros de conhecimento aos setores de produção por meio de incentivos diretos (autorização para utilização da infraestrutura de pesquisa existente, comercialização de patentes, licenças, remuneração aos inventores, apoio financeiro e até mesmo participação do Estado em sociedades de propósito específico, fundos de investimento e outros), a Lei Paulista de Inovação tem o propósito de criar a ambiência propícia para essa interação por meio de parques tecnológicos e incubadoras de empresas.

Estão também entre as inovações da Lei, a possibilidade de atuação do pesquisador público nos setores da produção (prestação de consultoria técnico-científica), previsão de mecanismos de apoio ao inventor independente e autorização ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e ao Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) para constituírem subsidiárias.

MAIS DESENVOLVIMENTO

Governo do Estado de São Paulo
Governo do Estado de São Paulo