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Laboratório do IPT é o mais moderno da América Latina



06/11/2009

Maior parte dos recursos foi empregada na compra de novos equipamentos (Luiz Prado/Divulgação)

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), em parceria com a Petrobras, entregou nesta sexta-feira, 6 de novembro, as novas instalações do laboratório de engenharia naval mais moderno da América Latina.


O laboratório, que tem o mais longo tanque naval do Brasil (com 280 metros de comprimento), passou por uma completa reformulação física e tecnológica, para atender às novas demandas dos setores de transporte marítimo e de construção de plataformas de petróleo. O projeto foi fomentado no âmbito de um convênio entre Petrobras, Transpetro e MCT. Como dona da maior frota de navios do continente, a Transpetro será um dos principais demandadores do laboratório.

Durante a cerimônia de inauguração, o governador em exercício, Alberto Goldman, afirmou que o IPT é fundamental para ajudar no desenvolvimento de São Paulo e do Brasil. "Vamos fazer uma série de investimentos para que o IPT seja uma grande instituição de pesquisa, como sempre foi e deve ser no futuro", destacou.

Já o secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, considerou o IPT um exemplo de como se faz ciências exatas com paixão. "O novo laboratório é único na América Latina. É um modelo de cooperação entre os entes federados, que servirá para muitos projetos e parcerias que ainda serão desenvolvidos", ressaltou.

Máquina de prototipagem rápida trabalha em sintonia com modeladores virtuais (Luiz Prado/Divulgação)
De acordo com o diretor-presidente do IPT, João Fernando Gomes de Oliveira, com os investimentos, o laboratório teve sua capacidade de testes quadruplicada."Devido à descoberta das reservas do pré-sal, cresceu a demanda de parceiros como a Petrobras, que precisará de embarcações de suporte às plataformas", disse. E acrescentou: "Os projetos dessas novas embarcações assegurarão maior eficiência em propulsão, consumo de combustível e manobrabilidade. Por isso temos foco também nos estaleiros nacionais", declarou.


Do investimento total de R$ 9,5 milhões aplicado na reforma - 90% são provenientes da Petrobras e 10% da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) -, cerca de R$ 5,5 milhões foram empregados em equipamentos, como o braço robótico, que passou a dar suporte ao desenvolvimento de modelos de embarcações. O restante dos recursos foi aplicado em obras civis, que consistiram na troca de cobertura do tanque de provas e na renovação e ampliação das áreas técnicas. “Estamos mais eficientes para atender às novas demandas da indústria”, afirma Carlos Daher Padovezi, diretor do CNaval.

Laboratório do CNaval passou por uma completa reformulação física e tecnológica (Divulgação/IPT)
Segundo Padovezi, os ganhos de eficiência serão sentidos, sobretudo, na confecção de modelos com o auxílio da robótica. Mas, para isso foi preciso abandonar o antigo sistema de marcenaria, que consumia até 45 dias para executar um modelo em escala de navio. Agora os modelos são confeccionados em blocos de poliuretano ou em madeira, esculpidos pelo braço robótico. Depois as superfícies recebem tratamento com resina de fibra de vidro. O processo todo não chega a demorar uma semana.


Há também uma máquina de prototipagem rápida para o desenvolvimento de modelos de hélices e de lemes. Como se fosse uma impressora em três dimensões, esse equipamento trabalha em sintonia com modeladores virtuais em CAD 3D. O sistema alcança um nível de detalhamento, em tempo real, difícil de ser obtido em um processo convencional de usinagem.

Outros refinamentos tecnológicos do Centro estão no novo gerador de ondas para o tanque de provas, novo sistema de instrumentação do carro dinamométrico do tanque, sistema de imagem de alta precisão de medições de movimentos e moders dinamômetros para medições de forças. “São recursos que vão dar mais precisão e rapidez aos ensaios”, afirma Padovezi. O tanque de provas do IPT existe desde 1956. Ele foi ampliado em 1980 e a remodelação atual é o terceiro marco importante de sua história.

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