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IPT recebe visita do ministro da Ciência e Tecnologia



14/02/2011

Presidente do IPT apresenta funcionamento da câmara de névoa salina do instituto

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) recebeu nesta segunda-feira, 14 de fevereiro, a visita do ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Aloizio Mercadante. Acompanhado do vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (SDECT), Guilherme Afif Domingos, e do diretor-presidente do IPT, João Fernando Gomes de Oliveira, o ministro conheceu as novas instalações do Laboratório de Corrosão e Proteção e do Centro de Engenharia Naval e Oceânica (CNaval).

Na oportunidade, Mercadante lembrou da importância do projeto articulado pelo IPT para a instalação de uma planta-piloto de gaseificação de biomassa em Piracicaba, voltada à produção de etanol com bagaço de cana. “É importante porque vai viabilizar a produção de energia limpa e permitir a substituição de matérias-primas que são originadas do petróleo, como a nafta na cadeia de produção de plástico”, destacou.

Reunido com a diretoria do IPT e com representantes de empresas do setor de energia, o ministro disse que o projeto tem grande interesse para a economia verde, devendo ser apresentado na conferência Rio+20, em 2012. “Esse é um belo projeto, que terá todo o nosso apoio”, afirmou. Ele também destacou que a inovação nas empresas é um dos maiores desafios da área de ciência e tecnologia no País e que por isso vai incentivar o aumento do investimento em pesquisa e desenvolvimento (P & D) para algo próximo de 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB), praticamente dobrando essa taxa, que atualmente está em 0,51% do PIB.

Deputados Carlos Zarattini e Newton Lima também acompanharam a visita

Já o vice-governador e titular da SDECT, Guilherme Afif Domingos, que também é presidente do Conselho de Administração do IPT, enfatizou que o projeto de gaseificação de biomassa é um exemplo do esforço de atuação do poder público, que por meio do IPT está transformando o acervo de pesquisa pura na universidade em pesquisa aplicada. “O caminho que está sendo feito pelo IPT é o de parceria com as empresas e nós devemos adotar esse modelo para os 18 institutos de pesquisas do Governo do Estado”, disse.

A planta de gaseificação será construída em Piracicaba, em terreno cedido pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP). Na primeira fase do projeto, que terá três anos a partir da liberação de recursos, serão investidos R$ 80 milhões, dos quais R$ 54 milhões serão provenientes do governo federal, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência financiadora do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Os demais recursos virão de empresas parceiras e de contrapartidas do Governo do Estado, IPT e USP. Na segunda fase serão investidos mais R$ 30 milhões no desenvolvimento de pesquisa, totalizando em R$ 110 milhões os recursos do projeto.

Os produtos resultantes do processamento do bagaço de cana, conhecidos como gás de síntese, terão três aplicações práticas: geração de energia elétrica, produção de biocombustível líquido (etanol) e como precursor de biopolímeros, que são os monômeros de produção do plástico.

Para o diretor-presidente do IPT, o projeto é importante porque diversifica a atuação das usinas de cana-de-açúcar, “permitindo que elas tenham mais robustez para atuar no mercado, já que há vários produtos em questão”. Oliveira também afirmou que o projeto vai duplicar a produção das usinas sem aumento das áreas plantadas, proporcionando maior produtividade.

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