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IPT investe R$ 46 milhões em bionanotecnologia



04/12/2009

Laboratório de bionanotecnologia do IPT deverá ser entregue no final 2010

São Paulo terá até o fim de 2010 o mais moderno centro de pesquisas em bionanotecnologia do Brasil. Com investimento de R$ 46 milhões, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) - órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento - terá um prédio de 8 mil m² para estudo de biotecnologia (desenvolvimento com organismos vivos), tecnologia de partículas (microencapsulação de componentes químicos e terapia medicinal, como é feito em cosméticos), micromanufatura de equipamentos e metrologia.

A bionanotecnologia é a área de pesquisa para descoberta e produção de materiais milhares de vezes menores que a espessura de um fio de cabelo. Tradicionalmente, uma partícula recebe o prefixo "nano" caso tenha diâmetro entre 1 e 100 nanômetros, ou cerca de 0,01% do diâmetro de um fio de cabelo. Atualmente, cerca de 600 produtos que contêm nanomateriais estão no mercado em todo o mundo.

A nova edificação, que faz parte do projeto de modernização do IPT, em execução ao lado do prédio 36 - dentro da Cidade Universitária da USP - terá custo de R$ 21 milhões. Outros R$ 25 milhões estão previstos para compra de equipamentos, totalizando R$ 46 milhões. Esses recursos são oriundos do governo do Estado de São Paulo. Estão previstos 12 meses para a construção. A estrutura da cobertura deve ser montada até abril do próximo ano.

Andar por andar
O projeto arquitetônico da nova unidade foi criado a partir de duas premissas: que a obra fosse a mais racional possível e que levasse em consideração a sensibilidade dos futuros laboratórios instalados - em relação a conforto térmico, vibrações e instalações especiais.

Os arquitetos projetaram, por exemplo, a fachada envidraçada voltada ao sul para que a alta incidência de energia solar não atrapalhe o conforto térmico dos laboratórios.

O prédio vai abrigar no pavimento térreo o setor de micromanufatura, porque os equipamentos não podem gerar vibrações. O térreo ainda terá uma sala limpa com nível de 100 partículas por m³ de ar. Essa sala terá filtros especiais para evitar a entrada de partículas e vai trabalhar com pressão positiva – a pressão dentro da sala é maior do que a de fora.

No primeiro andar, ficará o laboratório de biotecnologia, com 2 mil m². No segundo andar, será instalado o laboratório de tecnologia de partículas. Lateralmente, o prédio vai ter uma área de infraestrutura técnica para abrigar reatores, central de refrigeração, entre outros equipamentos, servindo água, gás, energia e internet. Os equipamentos que alimentam os laboratórios também estarão nessa área.

As tubulações serão distribuídas por meio de forro técnico e vão descer por colunas envelopadas. O prédio terá também uma área de administração, com sala de gerenciamento e uma central de trabalho comunitário para os pesquisadores, com várias estações de trabalho. Terá ainda um anfiteatro para 200 pessoas e uma área de confraternização, com lanchonete.

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Governo do Estado de São Paulo
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