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IPT encerra eventos sobre 'transfomação'



06/06/2009

Um novo modelo de atuação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento, deve se consolidar em breve, conferindo ao Instituto o papel de articular a aproximação entre o conhecimento gerado nas universidades e as demandas das empresas. Esse foi o destaque da palestra do diretor-presidente do IPT, João Fernando Gomes de Oliveira, que reuniu diretores de centros, pesquisadores e técnicos, na última quinta-feira, 4 de junho, na sede da autarquia.

O evento fechou o ciclo "Transformação", que marca os 110 anos do IPT, com três palestras. Primeiro, foi a vez do físico Ronaldo Mota, assessor especial do Ministério da Ciência e Tecnologia. No dia 7 de maio, ele falou sobre a evolução histórica do pensamento científico. Depois, em 19 de maio, o filósofo e professor da USP Renato Janine Ribeiro fez uma reflexão sobre a apropriação social da tecnologia. A palestra de Oliveira, por fim, foi desenvolvida a partir do tema "Reflexões e Análises sobre as Transformações do IPT".

Durante sua exposição, Oliveira disse que o hiato entre o conhecimento e as empresas é atualmente um dos maiores desafios dos institutos de pesquisa no mundo. Ele afirmou que os institutos precisam ocupar esse espaço na perspectiva do trabalho solidário, que acompanha as iniciativas de desenvolvimento sustentado. Sob essa ótica estão, por exemplo, as empresas que são mais preocupadas com o desenvolvimento de seus empregos e serviços do que com a concentração de mercado.

“Isso equivale a sair do paradigma de competição para adotar o de colaboração”, disse Oliveira. Segundo ele, o papel de catalisador tecnológico tem potencial para ser desenvolvido porque os institutos podem fazer a gestão de projetos, facilitar a comunicação entre os envolvidos, aprimorar novas capacitações gerenciais, oferecer serviços completos e coordenar as expectativas dos parceiros.

Oliveira disse também que o Laboratório de Estruturas Leves (LEL) do IPT, que está sendo instalado no Parque Tecnológico de São José dos Campos para o trabalho com materiais compósitos, segue esse modelo, já que envolve a participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes), da Embraer, da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesp), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da prefeitura.

Outro projeto que está nascendo a partir da intermediação do IPT entre parceiros é o de uma planta-piloto de gaseificação de biomassa para produção de etanol, que deverá ser instalada em Piracicaba (SP). “A gaseificação é o grande tema do momento porque ela se tornará uma nova forma de aproveitar as fontes energéticas do bagaço de cana”, afirmou.

Com a instalação desse projeto, o etanol a ser produzido pode representar o dobro da energia que é obtida com as tecnologias atuais, considerando uma mesma área plantada de cana. Segundo Oliveira, a gaseificação é uma tecnologia que funciona bem quando o carvão é a matéria-prima, mas para a biomassa há ainda desafios a serem vencidos. Ele disse também que o IPT está fazendo gestões junto aos órgãos financiadores para que os editais que viabilizarão o projeto contemplem o modelo de gestão proposto.

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