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IPT desenvolve solução para proteção de transformadores



23/07/2013

Fonte: IPT e SDECT

Um projeto de P&D foi desenvolvido pelo Laboratório de Corrosão e Proteção do IPT em parceria com a concessionária de energia elétrica AES Eletropaulo para estudar alternativas de proteção contra a corrosão em transformadores elétricos, que são sujeitos a condições bastante agressivas nas câmaras subterrâneas. Uma equipe do laboratório estudou sistemas de proteção catódica galvânica, associados a revestimentos orgânicos ecologicamente corretos, para substituição das tintas à base de alcatrão de hulha ainda usadas na pintura dos equipamentos, mas cada vez mais em desuso pela sua toxicidade.

O projeto de quase três anos foi realizado no âmbito da Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel. Os transformadores têm seu funcionamento comprometido, e chegam até mesmo a ter a vida útil reduzida, pelo contato com águas pluviais ou aquelas provenientes de eventuais vazamentos nas tubulações das redes de abastecimento e de esgoto. “Os índices elevados de contaminação das águas e a umidade constante do ambiente acabam por desencadear ou acelerar os processos corrosivos nos equipamentos, gerando altos custos de manutenção corretiva”, explica Clay Martins, gerente do projeto na AES Eletropaulo.

Estimativas da concessionária apontam que aproximadamente 25 % das 4.057 câmaras subterrâneas operadas pela concessionária em 24 municípios do estado de São Paulo sofrem inundação pelo menos uma vez no ano, e os sistemas atuais de proteção anticorrosiva dos equipamentos nem sempre são capazes de garantir a integridade dos equipamentos.

Para encontrar alternativas de proteção contra o problema, a pesquisadora Adriana de Araújo e o técnico Alberto Siqueira Dias Jr. executaram uma série de ensaios em laboratório seguidos de testes em campo com uma aplicação experimental feita diretamente em algumas câmaras representativas das condições reais de operação. Os revestimentos foram aplicados em corpos de prova e submetidos a ensaios acelerados de corrosão que incluíam exposição em névoa salina, imersão em solução salina e imersão em águas contaminadas coletadas em campo – o objetivo era fazer uma comparação dos resultados com a tinta à base de alcatrão de hulha, que também foi submetida aos testes.

Segundo Adriana, o projeto foi desafiador por conta das dificuldades de realização dos trabalhos em campo, já que os transformadores estão instalados em espaços confinados e os ambientes têm elevada umidade e temperatura, com acúmulo de água estagnada.

PROTEÇÃO CATÓDICA – Um reator foi especialmente desenvolvido para a avaliação de desempenho de três anodos galvânicos, também conhecidos como ‘de sacrifício’, para a proteção catódica dos transformadores elétricos. Modelos fabricados a partir de ligas de alumínio, de zinco e de magnésio foram submetidos a ensaio de exposição à água contaminada com diferentes características.

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Governo do Estado de São Paulo
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