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IPT completa 110 anos de inovação



24/06/2009

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento, completou nesta quarta-feira, 24 de junho, 110 anos de existência. O embrião do que viria a ser o IPT iniciou suas atividades como um laboratório, da então recém-criada Escola Politécnica, para fazer ensaios em materiais de construção. Acompanhando o desenvolvimento do Estado nas décadas seguintes, de laboratório passou a instituto, e a partir daí tem marcado forte presença em todas as etapas da história contemporânea do Brasil. Saiba mais

Hoje, além da engenharia civil, sua atuação se dá nas áreas de metalurgia, madeiras, mecânica e eletricidade industrial, engenharia naval e oceânica, transportes, química, geologia, couros e calçados, biotecnologia, tecnologia ambiental, normalização e qualidade industrial, informação tecnológica, informática, educação de nível superior e treinamento.

Ao longo do século, o IPT pesquisou materiais utilizados nas primeiras estradas de ferro e usinas hidrelétricas de São Paulo, orientou a fabricação de armamentos e veículos durante a Revolução Constitucionalista, desenvolveu materiais usados na construção de aviões, produziu estudos para as fundações de usinas siderúrgicas, ofereceu assistência tecnológica a grandes obras de engenharia como rodovias, usinas e portos, participou da construção do Metrô de São Paulo, entre tantas outras importantes intervenções.

Com todo esse currículo, o IPT conquistou um posto de liderança nacional na orientação e na solução de problemas tecnológicos para os setores público e privado.

Investimentos
O IPT tem previstos R$ 96 milhões de investimentos para 2009. De acordo com o diretor-presidente do instituto, João Fernando Gomes de Oliveira, do total previsto, R$ 57 milhões serão destinados pelo governo do Estado. Outros R$ 27 milhões foram contratados com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o laboratório aeroespacial de estruturas leves, em São José dos Campos. O valor será aplicado em modernização, treinamento e expansão da capacidade laboratorial.

Para Oliveira, o montante previsto para 2009 corresponde ao investimento de 20 anos, já que a média histórica anual é de R$ 5 milhões.

“A meta é fortalecer os projetos de maior valor agregado em pesquisas avançadas, mas sem deixar de lado o atendimento às demandas tecnológicas das empresas. Para isso, o IPT trabalhará com mais capacidade própria no desenvolvimento tecnológico, na antecipação das demandas industriais”, explica. Segundo ele, o instituto pretende fortalecer os setores nos quais já atua e também ingressar em novas áreas, como é o caso do laboratório aeroespacial de São José dos Campos, e do Centro de Bionanotecnologia, na sua sede, em São Paulo, que promoverá pesquisas sobre nano e biotecnologia de maneira integrada.

Os investimentos contemplam a compra de novos equipamentos e a ampliação da infraestrutura. A capacitação laboratorial, que irá oferecer respostas mais rápidas e precisas às demandas das empresas, é apenas um dos componentes do Projeto de Modernização iniciado no ano passado. Ele inclui ainda duas outras dimensões: a modernização da gestão e o gerenciamento de recursos humanos, como a contratação de 278 colaboradores por meio de um concurso público realizado em 2008, o envio de pesquisadores para treinamento no exterior e o estudo de plano de cargos e salários.

Como parte do suporte à expansão e modernização da capacidade laboratorial do instituto, foi criada a Célula de Gestão do Processo de Modernização, em julho de 2008. Contando com uma equipe de colaboradores de todas as diretorias do instituto, a missão da célula é tornar mais rápidos os processos de contratação de bens, serviços e obras, realizados no âmbito do projeto Modernização.

“A denominação 'célula' deve-se ao fato de ser uma reunião de colaboradores de diversos setores que, juntos, conseguem tornar os processos de construções e de compras/importações mais rápidos. Não deixamos de seguir a lei 8.666, que institui normas para licitações e contratos da Administração Pública, mas conseguimos reduzir os processos internos”, explica Wilson Shoji Iyomasa, responsável pela Gerência de Modernização da Infraestrutura (GMI), criada no último mês de abril para realizar a coordenação dos recursos e a execução das obras de instalação dos novos equipamentos laboratoriais. “Antes, o pesquisador elaborava um pedido e entregava-o ao diretor do centro, que o encaminhava à diretoria, ou seja, uma longa circulação por vários departamentos; agora, as solicitações saem da diretoria do centro para a Diretoria de Operações e Negócios e são encaminhadas para a Célula de Gestão”.

A GMI tem ainda sob sua responsabilidade a inserção dos dados das obras civis nos laboratórios em um cronograma unificado no sistema de gestão de projetos MS Project, que cruza essas informações: “O objetivo é não deixar equipamentos parados: isso pode trazer problemas não só de produtividade, mas também de perda da garantia do fabricante”. Para cumprir essa meta, reuniões são realizadas todas as semanas para a programação de ações do período, envolvendo profissionais do IPT das áreas de Projeto, Infraestrutura, Célula do Moderniza e Diretoria.

O MS Project está recebendo ainda as solicitações das áreas técnicas, que contêm as requisições de compras de equipamentos e detalhes sobre estimativa de custo, prazo, instituições para o financiamento, etc. Após a conclusão da compilação dos dados, a próxima etapa será a definição de quais equipamentos serão adquiridos em 2009 para, conforme mencionado, acelerar as obras e evitar que as máquinas fiquem paradas quando chegarem ao instituto. “Devemos combinar as ações de compras e obras, pois as primeiras são muito mais rápidas”, explica Iyomasa.

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