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IPT avalia qualidade do papel térmico usado na emissão de cupom fiscal



18/02/2015

Fonte: Instituto de Pesquisas Tecnológicas

Ensaios de qualidade de papel das quatro amostras incluíram determinações para gramatura, espessura e lisura Bekk (Divulgação/IPT)Quatro amostras de papel térmico disponíveis no mercado brasileiro para uso em equipamentos emissores de cupons fiscais foram analisadas pelo Laboratório de Papel e Celulose do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). “O papel e a impressão são dois pontos importantes a serem analisados”, explica a pesquisadora Daniela Colevati Ferreira. “A qualidade do papel é importante porque algumas de suas características físicas influenciam a impressão e a vida útil da impressora, mas é a qualidade da impressão que confere durabilidade e facilidade de leitura”.

Os papéis termossensíveis, ou térmicos, são papéis especiais cujo revestimento contém substâncias que modificam a coloração sob a ação do calor. Esta categoria de papeis está ganhando cada vez mais aplicações em função da diminuição de custos, e a permanência da impressão é um fator importante a ser considerado principalmente em seu uso para cupons fiscais e comprovantes de transações bancárias, já que o período decadencial de guarda dos documentos é de cinco anos.

O Ministério da Fazenda criou em 2010 a regulamentação de controle da qualidade de papéis térmicos para uso em emissores de cupom fiscal (Ato Cotepe ICMS n.4/10) – além do Brasil, somente a Itália possui regulamentação própria, enquanto outros países colocam como responsabilidade do consumidor a cobrança aos fabricantes da garantia da qualidade. O IPT foi credenciado em junho do mesmo ano pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para a realização de análise técnica dos papéis termossensíveis, e desde então foram atendidas pelo Instituto 22 empresas, das quais 10 fabricantes ou importadores, oito convertedores de papéis e quatro consumidores.

Os ensaios de qualidade de papel das quatro amostras incluíram determinações para gramatura, espessura e lisura Bekk – a gramatura e a espessura influenciam a resistência do papel a danos físicos, procedentes do manuseio, e a lisura está relacionada a danos à impressora, devido ao atrito do papel com a cabeça de impressão. As amostras para os ensaios de durabilidade foram impressas na máquina Atlantek 400 que permite a geração de corpos de prova com oito áreas chapadas.

Cinco corpos de prova foram selecionados aleatoriamente e o parâmetro escolhido para o controle da durabilidade da impressão foi a densidade óptica das áreas impressas, em sete tipos de ensaios: no ato da impressão; após exposição a 40ºC e 90% de umidade relativa do ar por sete dias; após exposição a 60ºC por 24 horas; após exposição à luz fluorescente por 10 dias; após contato direto com filme de PVC por 24 horas a 25ºC; após contato imediato com creme hidratante para mãos, e após imersão em água por uma hora.

As características avaliadas no papel foram também aquelas normalmente empregadas pelos fabricantes para monitoramento dos papéis produzidos por eles.

Em relação à qualidade do papel, as quatro amostras analisadas pelo IPT apresentaram conformidade com os intervalos estipulados para papel térmico destinado aos emissores de cupom fiscal no Brasil – para o requisito de lisura, inclusive, os valores obtidos foram bem acima do valor mínimo estipulado. Os resultados referentes à qualidade de impressão mostraram que os papéis térmicos mantiveram uma densidade óptica elevada mesmo após as exposições aos agentes físicos e químicos, e apresentaram uma conformidade com o limite estipulado pela legislação brasileira.

Alguns fabricantes afirmam que é possível produzir papéis de impressão durável por até 25 anos, desde que eles sejam manuseados com cuidado e guardados em locais com pouca luz e umidade. “O fato de o papel térmico apresentar conformidade com os limites do Ato Cotepe em relação à qualidade do papel e da impressão não significa que a impressão permanecerá legível pelo período de cinco anos”, ressalta Daniela. A permanência da impressão ao longo do tempo, afirma ela, é praticamente impossível de ser prevista por meio de ensaios específicos.

“Essa permanência pode ser garantida apenas pelos fabricantes, que podem formular o revestimento termossensível do papel de modo a garantir a estabilização da estrutura colorida do corante que se revela na impressão térmica”, completa a pesquisadora. “Embora não se possa prever por meio de ensaios a permanência da impressão, o controle da qualidade com base nos limites do Ato Cotepe é um bom indicativo de seu desempenho”.

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