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IPT adquire novos medidores de poluição



26/04/2011

Unidade móvel avalia emissão de poluentes em instalações industriais

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, adquiriu recentemente medidores de concentração de partículas e de opacidade de gases. Segundo o pesquisador Renato Vergnhanini, do Laboratório de Energia Térmica, Motores, Combustíveis e Emissões (LETMCE) do IPT, os novos instrumentos permitirão aprimorar métodos e procedimentos empregados nos testes de aditivos destinados a reduzir a emissão de material particulado (MP) com a queima de óleo combustível pela indústria.

Os gases gerados no processo de combustão do óleo possuem vários constituintes poluentes, entre eles o MP que, na atmosfera, provoca danos à vegetação, deterioração da visibilidade, contaminação do solo e, no homem, agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares. Essa situação tem levado ao surgimento de várias tecnologias para minimizar tais emissões, entre elas, o uso de aditivos de combustão - em geral, misturas de catalisadores de combustão e dispersantes de asfaltenos. Os aditivos misturados ao óleo atuam diretamente sobre sua queima, com o objetivo de torná-la mais eficiente e, como consequência, menos propensa à emissão de MP.

Histórico
Na década de 90 já se falava no uso desses aditivos no Brasil, porém o descrédito da indústria era grande, pois os fornecedores não apresentavam garantias de sua eficácia para óleos da natureza dos nossos, bem mais “pesados” do que os utilizados na Europa e Estados Unidos. Dentro desse contexto, em 1996, o LETMCE, por meio de projeto interno, desenvolveu metodologia para a avaliação de aditivos para óleo combustível e mostrou que o emprego deles poderia levar a bons resultados.

Seguiu-se a esse desenvolvimento, a realização de vários projetos para a Shell, que culminaram no lançamento pela empresa do denominado “OC-Plus” - óleo combustível aditivado com promessa de redução de até 75% na emissão de MP.

Posteriormente, surgiu o interesse da Petrobras. Os fabricantes de aditivos interessados em serem fornecedores da Petrobras deveriam, preliminarmente, submeter seu produto a ensaio de performance no IPT. Na oportunidade, após terem sido queimadas toneladas de óleo na fornalha de testes do LETMCE, aditivadas com produtos de diferentes fornecedores, nacionais e estrangeiros, a Petrobras selecionou uma das empresas e lançou seu óleo combustível aditivado, o denominado “Add Cleaner”, com performance semelhante ao “OC-Plus”.

Ensaios com aditivos foram realizados, também, para a Oryxe, multinacional sediada na Califórnia (EUA) e, mais recentemente, no final de 2010, para a Lubrizol. Este último, na impossibilidade da utilização do Laboratório do LETMCE, foi realizado nas instalações de terceiro, previamente preparadas pelo IPT para os testes.

Os resultados alcançados nas investigações sobre a eficiência dos aditivos pelo IPT já permitiram a participação de Vergnhanini em eventos na Europa (5a e 7a edição do “Clean Air” - 1999 e 2003) e no Brasil (17a COBEM - 2003 e 17a COBEQ - 2008).

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