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Ipen vai receber prêmio internacional



22/06/2009

Um trabalho desenvolvido no Centro de Tecnologia das Radiações (CTR) do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), autarquia estadual vinculada à Secretaria de Desenvolvimento e gerenciada técnica, administrativa e financeiramente pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) do Ministério de Ciência e Tecnologia, receberá, na próxima quinta-feira, 25 de junho, o prêmio Publicação do Ano 2009, pela Seção Latino-Americana da American Nuclear Society, entidade promotora da ciência e da tecnologia nuclear. A premiação será realizada na cerimônia de encerramento do simpósio anual da entidade, na sede da Comissão Nacional de Energia Atômica da Argentina (CNEA), em Buenos Aires, Argentina.

O estudo refere-se ao desenvolvimento e produção de fontes radioativas para tratamento de câncer, um dos maiores problemas de saúde pública no Brasil. No trabalho, os autores Maria Elisa C. M. Rostelato, Paulo R. Rela, Carlos A. Zeituni, Anselmo Feher, José E. Manzoli, João A. Moura, Eduardo S. Moura e Constância P. G. Silva apresentam o desenvolvimento de laboratórios para produção de fios de irídio-192 e de sementes de iodo-125. Colocados em contato com o tumor a uma curta distância (técnica chamada de braquiterapia), ambos os materiais permitem irradiação localizada, tratando de forma mais eficaz e melhor protegendo a região periférica ao tumor.

Os fios de irídio são irradiados no reator nuclear de pesquisas do instituto IEA-R1. Utilizados para tratar alguns tipos de câncer de pescoço, mama e tecidos moles, são aplicados no paciente e retirados após alguns dias de internação hospitalar.

As sementes de iodo consistem em cápsulas de titânio de dimensões milimétricas contendo em seu interior um fio de prata, com iodo-125 adsorvido. São utilizadas para tratar câncer de próstata em estágios iniciais. Atualmente o Ipen distribui sementes importadas, mas está em processo de implementação de seu laboratório de sementes irradiadas, já que dominou a tecnologia de fabricação do material, que apenas poucos países detêm.

O desenvolvimento do projeto de fios de irídio para braquiterapia contou com o apoio da Agência Internacional de Energia Atômica e o de sementes de iodo, com o apoio da Fapesp.

Também participam do grupo de pesquisa, desenvolvimento e produção de fontes radioativas para radioterapia e medicina nuclear do CTR Vladimir Lepki, Samir L. Somessari, Francisco Sprenger, Cláudio Botelho, Hélio R. Nagatomy, Érica Gauglitz e Carla D. de Souza.

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