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Ipen desenvolve elemento combustível instrumentado



26/04/2010

Pesquisadores do Ipen fazem a montagem do elemento combustível instrumentado

Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), autarquia estadual vinculada à Secretaria de Desenvolvimento e gerenciada técnica, administrativa e financeiramente pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) do Ministério de Ciência e Tecnologia, desenvolveram um elemento combustível instrumentado para operar no reator nuclear de pesquisas IEA-R1. O elemento combustível em questão serve para fornecer informações de parâmetros e dados sobre as reais condições do combustível no reator em operação. (Para saber sobre o reator EIA-R1, clique aqui)

O projeto desenvolvido foi coordenado pelo engenheiro mecânico, mestre em tecnologia nuclear, Pedro Ernesto Umbehaun, do Centro de Engenharia Nuclear (CEN) do Ipen. O novo elemento combustível, que recebeu o número de identificação EC-208, se encaixa em todas as normas de segurança do reator. “O reator IEA-R1 deve tornar-se referência mundial para muitos códigos de análise termohidráulica e de análise de acidentes”, conta Umbehan, coordenador do projeto.

O novo dispositivo teve sua primeira operação em potência de 3,5 MW no mês de fevereiro e tem produzido, desde então, dados experimentais importantes como a diferença das temperaturas internas e externas da placa combustível do elemento. A dificuldade foi fabricar placas combustíveis com termopares fixados à sua superfície.

Por meio de um Projeto de Pesquisa Coordenada (CRP), o grupo conseguiu o apoio técnico e financeiro da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que se preocupa com reatores de pesquisa com o intuito de capacitar profissionais no mundo todo a utilizarem os códigos de cálculo e homogeneizar as informações.

Pesquisadores e técnicos do CEN e do CCN durante o processo de montagem do elemento combustível instrumentado O elemento combustível instrumentado foi construído pelo Centro de Combustível Nuclear (CCN), seguindo projeto desenvolvido pelo CEN. “Além da execução do trabalho, que foi de extrema importância, vale ressaltar a dedicação, responsabilidade e harmonia de todos os técnicos, pesquisadores e engenheiros no desenvolvimento de um projeto dessa grandeza. Com bastante foco e trabalho conjunto conseguimos chegar a um resultado final excelente”, enfatiza Elita Urano, gerente do CCN.

Áreas como a Diretoria de Radiofarmácia, Centro de Química e Meio Ambiente, Centro do Reator de Pesquisas e a Administração, que ajudou na burocrática importação de materiais, também estiveram envolvidas no projeto. O Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP) também colaborou com a execução do dispositivo experimental.

O coordenador técnico do projeto para a construção do Reator Nuclear Brasileiro (RMB) e Diretor de Projetos Especiais do Ipen, José Augusto Perrotta, ressalta o trabalho em equipe e da participação de pesquisadores de vários centros. “Conseguimos desenvolver o elemento combustível instrumentado que é de grande importância experimental para a área de reatores de pesquisa do país. Poucos países têm um elemento combustível como este em operação e o Brasil, agora, está entre estes poucos. Isto demonstra a nossa capacidade em desenvolver tecnologia nesta área”, conta Perrotta.

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Governo do Estado de São Paulo
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