carregando...

Notícias

Notícias

Ipen debate tecnologia voltada ao câncer



03/06/2009

O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), autarquia estadual vinculada à Secretaria de Desenvolvimento e gerenciada técnica, administrativa e financeiramente pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) do Ministério de Ciência e Tecnologia, sediou, entre os dias 25 e 29 de maio, conferência e encontros sobre radiofármacos produzidos em equipamentos cíclotron e utilizados em exames PET/CT, que permitem diagnosticar diversos tipos de câncer. Além do Ipen, os eventos, que integram um projeto de cooperação técnica da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), foram realizados no Hospital das Clínicas e no Incor. Em pauta, aspectos como a produção dos radiofármacos e aplicações nas áreas de clínica e física. Destaque para as participações de especialistas nacionais e internacionais nas áreas de produção e aplicações médicas.

Nos dias 25 e 26 de maio, a conferência, realizada no auditório Rômulo Ribeiro Pieroni, no Ipen, reuniu profissionais de medicina nuclear, oncologia e áreas afins. A sessão de abertura aconteceu às 9 horas, na sede do Instituto. Martin Pomper, do John Hopkins Molecular Imaging, apresentou um panorama do imageamento molecular. Homer Macapinlac, professor titular de Medicina Nuclear do M D Anderson Cancer Center de Houston (EUA), abordou as aplicações clínicas gerais de PET e PET/CT. David Schlyer, químico sênior do Brookhaven National Laboratory, proferiu a palestra “Flúor-18: produção e radiofármacos”. Cuidados técnicos e proteção radiológica durante a rotina clínica em um centro PET e a instalação de centros PET/CT foram temas de outras discussões na tarde do dia 25.

Ainda na terça-feira, dia 26, seguimento de terapia com PET-CT, neuromarcadores, instrumentação e controle de qualidade de sistema foram alguns dos temas em discussão. Ramsey Badawi, professor da Universidade da Califórnia, abordou processamento e quantificação de estudos PET/CT. Participaram de mesa-redonda os médicos Carlos Buchpiguel, da Faculdade de Medicina da USP, Max S Mano, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, o químico João Osso, do Centro de Radiofarmácia do Ipen, além dos convidados internacionais, debatendo sobre os novos radiofármacos.

De 27 a 29 de maio aconteceram atividades simultâneas no Ipen, no Centro de Medicina Nuclear da FMUSP e no Serviço de Medicina Nuclear do Incor. Na quarta, dia 27, houve visita ao cíclotron do Ipen e ao Centro de Radiofarmácia do instituto.

Na área clínica, a coordenação do encontro foi de José Soares Júnior, do InCor-HC/FMUSP, Carlos Buchpiguel e Carla R Ono, ambos do InRad-HC/FMUSP. O uso da tecnologia PET em diagnósticos diversos, como linfoma, câncer de pulmão, mama, melanoma, entre outros, serão discutidos pelos especialistas.

O projeto contou com as participações da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), por meio de três institutos vinculados - Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN) e Centro Regional de Ciências Nucleares do Nordeste (CRCN-NE) -, dos institutos de Física da USP, Centro de Medicina Nuclear da Faculdade de Medicina da USP, do Incor e da Faculdade de Física da PUC/RS.

O diretor de radiofarmácia do Ipen, Jair Mengatti, destaca o envolvimento das equipes que trabalham na produção do FDG, radiofármaco utilizado nos exames PET e PET/CT. Ressalta ainda o alto nível dos serviços de medicina nuclear do país, que trabalham em parceria com o Ipen para permitir o que há de melhor aos brasileiros em diagnósticos e terapia.

Sobre o PET-CT
Os exames de tomografia por emissão de pósitrons (PET) aliam alta sensibilidade e resolução a uma correlação anatômica permitida por um tomógrafo computadorizado (CT). A técnica permite a identificação precoce do tumor, de forma precisa, sem tratar-se de um método invasivo. O FDG (molécula de glicose marcada com flúor-18) é aplicado no paciente e com o PET /CT é possível verificar se há áreas de captação do fármaco radioativo.

As informações fornecidas pelo exame PET auxiliam no melhor estadiamento do tumor e em muitos casos levam à mudança de conduta médica. Quando um tumor é detectado, os exames para determinar seu estágio ajudam a determinar sua localização exata e se ele disseminou (produziu metástases). O estadiamento também permite que os médicos planejem melhor o tratamento. Em cardiologia, o FDG possibilita estudos sobre viabilidade do miocárdio, músculo cardíaco. Na área de neurologia, o FDG permite identificar a ocorrência de demências. Em determinadas situações, nenhum outro método é capaz de avaliar a real extensão do tumor e detectar sua recidiva.

MAIS DESENVOLVIMENTO

Governo do Estado de São Paulo
Governo do Estado de São Paulo